O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,16%, a 523,83 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,48%, a 8.245,37 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,52%, a 18.555,39 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,48%, a 8.001,80 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,50%, a 34.660,38 pontos. Em Madri, o Ibex35 caiu 0,34%, a 11.404,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 1,13%, a 6.737,11 pontos.
A possibilidade de o Federal Reserve (Fed) reduzir juros até setembro recuou após a publicação do payroll, com números acima do previsto na geração de vagas e no avanço médio dos salários. A chance de corte até setembro recuava a 52,6%, de 67,4% logo antes do dado, no monitoramento do CME Group. Capital Economics avalia que o Fed deve continuar a ter um foco em riscos de alta à inflação, deixando em segundo plano riscos de baixa para a economia real.
Seguindo a linha da presidente do BCE, Christine Lagarde, outros dirigentes da instituição adotaram tom cauteloso hoje em relação a possíveis novos cortes de juros. Isabel Schnabel ecoou Lagarde ao dizer que o BCE não pode se comprometer antecipadamente com uma trajetória específica para os juros, visto que a perspectiva da inflação na zona do euro “continua incerta”. Joaquim Nagel, por sua vez, disse que o BCE não toma decisões de política monetária no “piloto automático”. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, afirmou que a inflação poderia ainda subir, dos níveis atuais, antes de recuar rumo à meta mais para o final de 2025.
No noticiário macroeconômico, a Eurostat confirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no primeiro trimestre de 2024 ante os últimos três meses do ano passado, como já apontaram levantamentos anteriores. Na Alemanha, a indústria sofreu uma pequena, mas inesperada, queda na produção de abril. “Continuamos negativos em relação às ações europeias: até agora, o mercado tem considerado o enfraquecimento dos dados macro dos EUA como uma boa notícia, uma vez que ajuda a reduzir as preocupações de sobreaquecimento”, afirma o Bank of America. “Se a fraqueza do crescimento se intensificar, como esperamos, seria consistente com uma queda de 15% para o Stoxx 600 no primeiro trimestre”, projeta.