Os investidores desmontam posições defensivas contratadas antes da reunião do BC, por incertezas sobre a postura principalmente dos quatro membros do colegiado indicados pelo presidente Lula, especialmente o diretor de política monetária Gabriel Galípolo, cotado para suceder o atual presidente Roberto Campos Neto, a partir de 2025. Contudo, os ajustes dos ativos locais já arrefeceram diante da valorização dos rendimentos dos Treasuries e da moeda americana em relação a pares rivais e algumas divisas emergentes e ligadas a commodities. A queda do minério de ferro na China e um desconforto interno com as contas públicas servem ainda de contraponto ao alívio nos ativos internos, como dólar e Ibovespa.
No exterior, a libra ampliou a desvalorização contra o dólar, enquanto a Bolsa de Londres ganhou força após o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manter os juros inalterados em 5,25%, em decisão dividida com 7 votos por manutenção e 2 para corte.
Na enxuta agenda do dia, são esperados pronunciamentos de três dirigentes do Federal Reserve discursam: Neel Kashkari, de Minneapolis (9h45); Thomas Barkin, de Richmond (17h00); Mary Daly, de São Francisco (23h15). Ainda nos EUA, serão divulgados os pedidos de auxílio-desemprego da semana passada e as construções de moradias iniciadas de maio (9h30).
Às 11h12, o dólar à vista cedia 0,77%, a R$ 5,41. O dólar para julho caía 0,34%, a R$ 5,4040. Em Nova York, que volta hoje do feriado de Juneteenth no país, as taxas dos Treasuries sobem em todos os vencimentos. Em Londres, a libra caía a US$ 1,2687 (ante US$ 1,2720 no fim da tarde de ontem), e o FTSE 100 subia 0,24%.