Durante teleconferência sobre os resultados da companhia no segundo trimestre – confira aqui o balanço -, o executivo afirmou que a empresa “segue com uma dinâmica operacional saudável, na qual um bom mix de produtos e a constante busca por eficiência operacional e ganhos de produtividade devem continuar suportando boas margens operacionais e o retorno sobre o capital investido no restante do ano”.
Rodrigues afirmou que a companhia continua com uma demanda positiva nos equipamentos de ciclo curto, especialmente, nos ligados a projetos de eletrificação e infraestrutura elétrica como os negócios de transmissão e distribuição. Já nos negócios de ciclo curto, observa-se uma retomada gradual da atividade gradual. “Mas continuamos atentos às possíveis oscilações nas principais regiões onde atuamos”, completou.
O executivo disse que a empresa deve continuar com desempenho melhor do que a média histórica recentemente, mas disse que oscilações na margem são comuns na indústria em que a companhia atua. “O importante é acompanhar o mercado, porque riscos podem mudar essa dinâmica”, pontuou.
Entrada da WEG no mercado americano
O diretor de Finanças e Relação com Investidores (RI) da Weg, André Salgueiro, afirmou que a entrada da companhia no mercado de energia eólica nos Estados Unidos faz parte do processo de internacionalização e não é algo de curto prazo.
“A ideia é começar com escala bem pequena, sem investimento significativo”, afirmou durante a teleconferência. Ele disse ainda que a companhia começará com “poucas máquinas, mais para conhecer mercado”.
Afirmou também que a empresa quer começar vendendo aos EUA a máquina nova, de sete megawatts, que está sendo produzida no Brasil, mas que a expectativa é ter os primeiros pedidos apenas em 2026.
Em relação à fábrica para atuar no mesmo segmento na Índia, Salgueiro disse que o trabalho de certificação das máquinas foi concluído e que a companhia está na fase final das obras civis e que próximo passo será a instalação dos equipamentos. A empresa ainda não tem produtos contratados, mas o time comercial tem atuado nessa frente, disse. Em caso de contratação, a expectativa é o início da produção em 2025 e entregas apenas no ano seguinte.
Fim dos projetos no Brasil?
André Salgueiro afirmou ainda que o fim dos projetos eólicos em carteira no Brasil não significa que esta frente terá receita zero nos próximos trimestres.
O executivo explicou que o último projeto em carteira está sendo entregue e que já para o segundo semestre deste ano a companhia tende, portanto, a ter uma receita no negócio de eólicas menor, que vai diminuindo gradualmente até o fim do ano.
“A partir do ano que vem, a gente não tem nenhum projeto para ser entregue. Não quer dizer que a receita será zero, porque a gente tem alguns contratos de operação e manutenção que geram receita recorrente, então isso continua acontecendo”, disse durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.
Salgueiro comentou ainda que a empresa já passou por momentos parecidos em 2016 e 2017 e, na ocasião, conseguiu ocupar as fábricas com projetos de outros negócios. “A nossa fábrica não é dedicada para aerogeradores, ela é de máquinas grandes, então, a gente tem essa flexibilidade para fazer os ajustes”, reforçou.
Ele lembrou ainda que outros negócios na frente de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) devem manter o bom desempenho. “Estamos trabalhando para que esse impacto do eólico seja o menor possível”, disse.
Mesmo a frente de geração distribuída, na qual o volume de vendas vem crescendo, mas as margens seguem prejudicadas pela queda dos preços dos painéis solares em 2023, a expectativa é de normalização desse efeito ao longo do ano, afirmou o executivo da WEG (WEGE3).
*Com informações do Broadcast