Os analistas do banco citaram, por exemplo, que o GMV (Gross Merchandise Volume ou volume bruto de mercadorias) do comércio eletrônico cresceu 1% na comparação anual (2% abaixo da previsão do BTG), enquanto o GMV total também cresceu, 4,5% na base anual, para R$ 15,4 bilhões (apesar de 1% abaixo da estimativa do BTG).
Um dos maiores destaques positivos, de acordo com o BTG, foi a rentabilidade, devido ao aumento das receitas de serviços e a uma abordagem mais racional da companhia.
“Apesar da reintrodução do imposto DIFAL [Diferencial de Alíquota do ICMS] no início do ano passado (negativamente impactando a margem bruta), o segundo trimestre continuou a mostrar a tendência de melhoria como nos trimestres anteriores (com a empresa repassando o efeito da maior carga tributária sobre os preços)”, explicaram os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Pedro Lima, em relatório.
Na Luizacred, financeira do grupo, os analistas afirmaram que o lucro líquido foi mais forte, com provisões menores novamente.
Na avaliação do BTG, desde 2022, as ações do Magazine Luiza têm sofrido com o crescimento mais lento do GMV online, dada a sua exposição a categorias altamente cíclicas, como eletrônicos e eletrodomésticos. Além disso, a taxa de juros afeta os resultados da Luizacred e há um alto custo de financiamento para desconto de recebíveis, prejudicando os resultados financeiros.
Porém, os últimos três trimestres mostraram “sinais encorajadores”, com melhor tendência para a rentabilidade. “A companhia deverá se beneficiar de melhores condições macroeconômicas e de uma abordagem mais racional para cobrar taxas e do seu modelo de negócios multicanal para alavancar a operação, enquanto a rentabilidade e o fluxo de caixa livre deverão ser positivos nos próximos trimestre, sustentando nossa recomendação de compra”, reiteraram.
O BTG Pactual tem preço-alvo de R$ 25,00 para as ações do Magazine Luiza e de US$ 4,44 para as ADRs, um potencial de valorização sobre o fechamento de ontem de 105% e 104,6%, respectivamente.