A recomendação é neutra em meio as estimativas dos analistas da redução dos dividendos da companhia elétrica. A equipe do Itaú BBA diz que em 2023, a empresa pagou 83% do seu lucro consolidado no padrão contábil internacional (IFRS). O valor foi equivalente a 104% do lucro líquido regulatório. O que gerou um dividend yield (rendimento em dividendo) de 9,5%.
A elétrica, no entanto, mudou o seu pagamento de proventos. A modalidade passou a ser 75% do lucro líquido regulatório. Com essa perspectiva de pagamento, os analistas estimam que a Taesa deve entregar um pagamento de 6,3% do seu valor de mercado em dividendos.
Os analistas fazem essa estimativa após a companhia reportar um lucro líquido regulatório de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2024, cerca de 23% acima das expectativas do Itaú BBA. “A empresa do setor elétrico reportou resultados neutros com queda nas receitas puxada pela deflação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que causou baixa de preços nos contratos da empresa”, dizem Marcelo Sá, Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha, que assinam o relatório do Itaú BBA.
Devido as perspectivas de menor distribuição de dividendos e os problemas da empresa com a deflação, os analistas estimam poucos gatilhos de alta para Taesa (TAEE11) e não recomendam compra para as ações da companhia.