O cobre para dezembro fechou em baixa de 1,55%, a US$ 4,0710 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O cobre para três meses era negociado com queda de 1,44%, a US$ 8.970,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), por volta das 14h (de Brasília).
Ainda que o relatório do payroll direcione os ativos hoje, os analistas do Commerzbank citam que os indicadores chineses que serão divulgados nas próximas duas semanas, provavelmente, serão muito mais decisivos para os metais básicos. Em nota, os analistas pontuam que os dados da balança comercial serão particularmente importantes, com foco nos números de importação, juntamente com os números do crescimento do crédito chinês. Na visão do Commerzbank, uma boa parte do sentimento negativo sobre a China, provavelmente, já está precificada nos metais básicos, e surpresas positivas podem gerar um efeito maior nos preços do que dados mais fracos.
Em relação à China, o analista da Gavekal Dragonomics, Andrew Batson, avalia que “dada a relutância demonstrada pelo governo em lidar com vigor com os problemas interligados de finanças ruins de desenvolvedores (imobiliários) e baixa confiança das famílias, a crise imobiliária parece mais provável de terminar por meio de sua própria exaustão do que por meio de uma intervenção política”.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do alumínio cedia 1,49%, a US$ 2.342,50; a do níquel tinha baixa de 1,30%, a US$ 15.915,00; a do estanho caía 0,16%, a US$ 30.780,00. A tonelada do zinco recuava 0,70%, a US$ 2.711,50, e a do chumbo perdia 0,96%, a US$ 1.969,00.
No acumulado da semana, o cobre cedeu 3,34% em NY e 2,94% na LME até o horário citado acima. Neste último mercado, as cotações do alumínio caíram 4,33% e as do níquel, 4,93% na semana. O zinco teve baixa semanal de 6,39%, o estanho, de 5,18% e o chumbo perdeu 4,53%.
Com Dow Jones Newswires