A agência de classificação de risco observa que, apesar das diferenças em relação às estimativas iniciais, as características estruturais estão alinhadas com a visão da Fitch de que as pressões financeiras e jurídicas do incidente na barragem de Mariana em 2015 são mitigadas pelo limite de US$ 1 bilhão nas obrigações da Samarco, transferindo riscos aos acionistas. No entanto, a agência afirma acreditar que o impacto do acordo final seja neutro para os ratings (avaliação que mostra o risco de crédito de uma empresa) da Samarco.
“Os desembolsos esperados são significativos, mas administráveis, apoiados pela posição de caixa da BHP e da Vale, acesso ao mercado e timing das saídas”, diz a Fitch em nota. A agência acrescenta que o risco adicional de litígio permanece, mas é mitigado.
“O acordo não resolve ações legais em andamento no Reino Unido, Holanda, Austrália ou possíveis reclamações futuras que possam surgir de novas informações ou danos relacionados ao rompimento da barragem. No entanto, a Vale (VALE3) acredita que a probabilidade de ocorrência de litígios adicionais é menor. A Vale e a BHP dividirão igualmente quaisquer pagamentos de compensação dos casos do Reino Unido e da Holanda”, finaliza.
* Com informações do Broadcast