O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,17%, a 521,33 pontos.
O sentimento de risco global teve significativo impulso na sessão, após o principal órgão político da China se comprometer a adotar uma política fiscal “mais proativa” e uma postura monetária “moderadamente frouxa”.
A notícia impulsionou os preços de commodities, o que apoiou ações do setor. Em Londres, Rio Tinto (+3,78%), Antofagasta (5,32%), Glencore (+4,46%) e Anglo American (+2,70%) lideravam os ganhos do índice FTSE 100, que avançou 0,52%, a 8.352,08 pontos. Papéis do segmento do consumo de luxo também exibem forte vigor, com esperança por maior demanda no país asiático. Em Paris, Louis Vuitton subiu 3,51% e Hermès ganhou 0,84%, enquanto o CAC 40 teve alta de 0,72%, a 7.480,14 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,29%, a 6.354,93 pontos.
O Goldman Sachs espera que o conselho do BCE reduza a taxa de depósito em 25 pontos base nesta semana. “O crescimento dos salários e as medidas da inflação revelaram novos progressos graduais, mas os pressupostos técnicos têm implicações mistas para as perspectivas de inflação”, avalia. O banco aguarda pequenas alterações nas projeções de inflação elaboradas por especialistas, com uma descida de 0,1 ponto porcentual para a inflação subjacente em 2025, mas nenhuma alteração em 2026 e 2% para as novas previsões para 2027.
O Credit Agricole aumentará a sua participação no Banco BPM para 15,1%, procurando reforçar a sua posição na Itália no meio de uma oferta de mais de US$ 10 bilhões de dólares pelo banco por parte do rival UniCredit. O Credit Agricole francês, que atualmente possui uma participação de 9,9% no BPM, anunciou na sexta-feira que celebrou acordos financeiros para adquirir 5,2% adicionais do capital social do credor, sujeito a aprovações. Em Paris, o Credit Agricole subiu 1,27%, enquanto o BPM caiu 0,26% em Milão. Na cidade, o FTSE MIB recuou 0,55%, a 34.559,83 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve queda de 0,15%, a 20.354,10 pontos. Em Madri, o Ibex35 cedeu 0,50%, a 12.011,90 pontos.