Perto das 17h00 (de Brasília), o bitcoin caía 2,87%, a US$ 97.136,00, enquanto o ethereum recuava 4,73%, a US$ 3.799,72, no mesmo horário, de acordo com a Binance.
Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, aponta que após atingir a máxima de US$ 104.000, o preço do Bitcoin iniciou um movimento corretivo no dia 5 de dezembro e atingiu a mínima de US$ 90.500. No entanto, rapidamente o preço voltou a ser negociado entre as faixas de preços dos US$ 97.200 e US$ 101.555. “Ao observar o fluxo, podemos notar que há um alto volume financeiro no topo, e caso haja a captura de liquidez antes de fazer um movimento corretivo maior, o preço do Bitcoin poderá buscar os US$ 110.000. Os suportes de curto e médio prazo estão nas áreas de valor dos US$ 94.800 e US$ 85.915”, avalia.
Susan Joseph, diretora executiva de fintech da Universidade Cornell, disse na semana passada que dois fatores poderiam apoiar uma recuperação do Bitcoin em 2025: fundos negociados em bolsa atraindo investidores institucionais e a possibilidade de os EUA adotarem a cripto como moeda de reserva sob Trump. “Acho que há muitas evidências que sugerem que o preço continuará a subir. Há muitas pressões que impulsionam o preço neste momento, de políticas para técnicas”, acrescentou ela.
Entre notícias do setor, Binance e o PicPay fecharam parceria para que clientes possam fazer depósitos na exchange com o saldo da conta do banco digital. O acordo busca facilitar o acesso ao mundo cripto, afirma Guilherme Nazar, vice-presidente regional da Binance para a América Latina. “Para que as criptomoedas tenham um papel ainda maior na vida das pessoas, é importante que as transações aconteçam com facilidade”, diz Nazar.
Já El Salvador espera chegar a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nas próximas duas a três semanas sobre um programa de empréstimos de US$ 1,3 bilhão em troca de mudanças no uso pioneiro do bitcoin como moeda legal e reduções nos déficits governamentais, de acordo com duas fontes próximas às negociações que informaram ao Financial Times.
Com informações Dow Jones Newswires