No documento, o Santander destacou sua preferência por JBS (JBSS3) e BRF no setor de proteínas em 2025, priorizando empresas com baixa alavancagem e exposição ao dólar. O banco aposta em um ciclo positivo para o mercado de frango, impulsionado pela oferta limitada e pelos preços elevados da carne bovina no Brasil e nos Estados Unidos.
A JBS continua como a principal escolha do banco, com preço-alvo para o fim de 2025 elevado de R$ 49 para R$ 53, um potencial de alta de 38%. O relatório destaca a baixa alavancagem da companhia, além de valuation atrativo e resultados sólidos devido à diversificação geográfica, além da atuação com diversas proteínas. “Esperamos que o ciclo do frango no Brasil ainda esteja atrasado em relação ao dos EUA, beneficiando os preços em um cenário de oferta restrita e alta nos preços do gado”, afirmou o banco.
Para a BRF, o Santander projeta um novo ano positivo em 2025, tendo revisado o preço-alvo de R$ 32 para R$ 34, o que representa um potencial de valorização de 22%. A instituição destaca o impacto da alta nos preços do gado, que deve levar o consumidor a substituir a carne bovina pelo frango. Além disso, o relatório elevou a estimativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2025 em 6%, refletindo a depreciação do real.
A Minerva (BEEF3) manteve sua recomendação neutra. O Santander apontou desafios relacionados ao ciclo negativo do gado no Brasil e à dificuldade de repasse de custos, o que pode complicar a integração dos ativos adquiridos da Marfrig. O preço-alvo é de R$ 7, com potencial de valorização de 7%.