Perto do horário de fechamento da Bolsa de Nova York às 18h00 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 4,247%; o da T-note de 10 anos tinha alta a 4,397%; e o da T-note de 30 anos tinha queda a 4,588%.
Pela manhã, os juros perderam força após a divulgação de que produção industrial dos Estados Unidos recuou 0,1% em novembro ante outubro. O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que esperavam alta de 0,4% no período.
Os rendimentos dos Treasuries chegaram no nível mais alto desde finais de novembro na segunda-feira, embora os mercados continuem convencidos de que Fed irá reduzir ainda mais as taxas, aponta o UBS. O aumento dos rendimentos apontou para preocupações renovadas dos investidores sobre a forma como as potenciais políticas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, poderiam expandir o endividamento do governo, ao mesmo tempo que exerceriam pressão ascendente sobre a inflação, avalia o banco.
Por sua vez, o UBS vê espaço limitado para que os rendimentos subam ainda mais e espera que recuem ao longo de 2025. “É provável que a desinflação continue, mesmo que o caminho seja acidentado como foi este ano. Continuamos a acreditar que a inflação global deverá moderar ainda mais e que as potenciais tarifas não deverão conduzir a uma inflação mais elevada e sustentada no médio prazo”, avalia. Já as preocupações com a dívida do governo dos EUA deverão limitar o âmbito dos planos fiscais de Trump. “A política fiscal dos EUA é insustentável a longo prazo, na nossa opinião.
Pensamos que a atual dinâmica da dívida e das taxas de juro dos EUA deixa pouca margem de manobra para uma expansão fiscal ainda maior”, afirma. “Assim, embora seja provável que haja mais volatilidade, esperamos que os rendimentos diminuam num ambiente de taxas mais baixas”, aponta.
O Departamento do Tesouro dos EUA informou que leiloou hoje US$ 13 bilhões em T-bonds de 20 anos, com rendimento máximo de 4,686% – acima da média recente de 4,485%, de acordo com o BMO. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,50 vezes, abaixo da média recente de 2,69 vezes.