Na véspera, o índice fechou em alta, depois de registrar três quedas seguidas e atingir o menor nível desde junho. A principal referência finalizou o dia em alta de 0,92%, aos 124.698,04 pontos, chegando a atingir máxima a 125.301,37 pontos.
As commodities mostram direcionamentos distintos nesta sessão. O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, de maio de 2025, fechou em queda de 2,63%, cotado a 778,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 106,87. O petróleo, por outro lado, opera em alta, com o Brent subindo 0,36% e o WTI se elevando em 0,40%.
Já as bolsas da Europa sobem moderadamente em compasso de espera por dados de inflação na zona do euro e, ainda mais importante, a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Londres aparece em destaque na sessão após o índice de preços ao consumidor (CPI) em linha com o esperado moderar as preocupações sobre as pressões inflacionárias no Reino Unido.
O que fica no radar do Ibovespa futuro
Pacote fiscal do governo
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiou para hoje a votação de três destaques relacionados ao Projeto de Lei Complementar (PLP) do pacote de cortes de gastos que traz novos gatilhos do arcabouço fiscal e trata sobre regras para contingenciamento e bloqueio de emendas parlamentares.
Lira disse que também estão previstas as votações do Projeto de Lei (PL) e o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) do pacote de gastos. Ontem, foi aprovado na Câmara o texto-base do projeto de lei que impõe travas para o crescimento de despesas com pessoal e incentivos tributários se houver déficit primário. O texto também permite o uso de superávit de quatro fundos para pagar a dívida pública por seis anos (2025 a 2030).
Decisão do Fed
O Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) vai anunciar a sua decisão de política monetária. A expectativa é que o Fed corte juros novamente em 0,25 ponto porcentual (pp), em seu terceiro movimento do ciclo de flexibilização pós covid-19, para o intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano – 1 pp abaixo do nível de setembro último, quando deu início à redução.
A grande questão no mercado é o que virá depois, com dirigentes da autoridade indicando que uma nova mudança pode estar a caminho, com uma pausa nos cortes em janeiro, diante da resistência dos preços nos EUA e a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
Além disso, investidores aguardam hoje a coletiva com seu presidente da instituição, Jerome Powell.
Dólar
O dólar fechou em alta na última terça-feira (17), depois de ter chegado a atingir o patamar histórico de R$ 6,2073, nunca antes registrado na história do real. A moeda americana finalizou a sessão em valorização de 0,04% a R$ 6,0961, seu recorde de encerramento.
Ontem, o Banco Central (BC) voltou a interferir no mercado de câmbio. Logo após a abertura do mercado, a autoridade monetária informou que vendeu US$ 1,272 bilhão em um leilão à vista de dólares para reduzir a pressão sobre a moeda.
Hoje, o dólar à vista abriu em alta de 0,02%, a R$ 6,104.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações do Broadcast