No fim da tarde em Nova York, o dólar avançava a 157,81 ienes, o euro caía a US$ 1,0349 e a libra cedia a US$ 1,2483. O índice DXY fechou em alta de 0,26%, a 108,542 pontos.
O CPI anual da zona do euro acelerou para 2,4% ante 2,2% em novembro, sendo impulsionado pelos preços de energia, mas não deve incomodar o BCE, de acordo com o Deutsche Bank. Segundo o banco, os números mostram que uma flexibilização gradual adicional na reunião de janeiro é a ação mais apropriada e há uma desaceleração no ímpeto da inflação geral. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços mostrou forte disparada no subíndice de preços pagos. Já o relatório Jolts apontou recuo na abertura de postos de trabalho.
A política dos EUA continua fortalecendo o dólar, mas as expectativas para a implementação de políticas são muito elevadas, pondera o Julius Baer. Com a promessa de políticas reflacionárias que conduzam a um maior crescimento e a taxas de juro mais elevadas, os EUA continuam contrastando fortemente com a zona euro, onde o cenário de crescimento industrial e instabilidades políticas nas principais economias, Alemanha e França, continuam a pesar no sentimento, aponta o banco.
A política americana tem sido um grande obstáculo para o dólar canadense devido à ameaça das tarifas dos EUA, aponta o banco. O primeiro-ministro Justin Trudeau está sob pressão depois que o seu Partido Liberal, pela primeira vez na história, ficou atrás do Novo Partido Democrático nas pesquisas de opinião. O Partido Conservador lidera as pesquisas por uma larga margem e o seu líder, Pierre Poilievre, está na primeira posição para substituir Trudeau após as eleições deste ano. Um primeiro-ministro conservador mais alinhado com as políticas de Trump poderia reduzir a ameaça de tarifas e remover parte do sentimento negativo, avalia o Julius Baer. Ao final da tarde, o dólar americano avançava a 1,4358 canadenses ante 1,4335 do final da sessão de ontem.
Enquanto isso, o dólar foi negociado no nível mais alto ante o iene desde meados de julho, perto de 158,40, antes de cair um pouco devido a algumas posturas oficiais, lembra o BBH, que diz a relação das moedas permanece no caminho certo para testar a máxima daquele mês, perto do dólar valendo 161,95 ienes. O Ministro das Finanças, Katsunobu Kato, disse que estava profundamente preocupado” com os recentes movimentos cambiais. Ele também alertou que “tomaremos as medidas adequadas se houver movimentos excessivos no mercado cambial”.