“Vemos o uso de H100s para treinar o modelo (indiscutivelmente) top de linha da DeepSeek como evidência de que os investimentos em datacenter da Microsoft e de outros têm potencialmente um ciclo de vida mais longo do que os investidores estão contabilizando atualmente”, escreveram os analistas do Goldman em relatório. Como mostramos aqui, a nova IA da DeepSeek é um chatbot similar aos modelos da OpenAI que foi desenvolvido com chips menos potentes e a um custo consideravelmente menor em comparação às outras versões do mercado.
A inovação trouxe questionamentos para o mercado se há a real necessidade de investimentos bilionários para a criação de inovações tecnológicas com IA. Vale lembrar que a Microsoft informou no início de janeiro que planeja gastar cerca de US$ 80 bilhões no ano fiscal de 2025 para construir data centers voltados para o treinamento de modelos de inteligência artificial. Os investimentos também serão utilizados para a implementação de aplicações baseadas em IA e na nuvem.
Embora os efeitos da inovação chinesa ainda não sejam precisos, os analistas do Goldman Sachs afirmam que “as eficiências de computação de tempo de inferência (capacidade de raciocínio da IA) em particular têm o potencial de tornar os aplicativos Gen-AI (inteligência artificial generativa) mais viáveis economicamente”.
Na segunda-feira (27), quando o mercado repercutiu o novo chatbot da DeepSeek, as ações da companhia encerraram o pregão com uma depreciação de 2,17%. As perdas foram responsáveis por uma variação negativa de US$ 71 bilhões em valor de mercado. Já nas negociações de terça-feira (28), por volta das 15h (horário de Brasília), os papéis da Microsoft (MSFT) sobem 2,34%, cotados a US$ 444,72.