Às 7h31 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 1,27%, a 398,26 pontos, num momento em que os futuros das bolsas de Nova York recuavam entre 0,9% e 1,5%. Ontem, os índices acionários dos EUA subiram 0,50% a 1%, revertendo parte das perdas de mais 2% da véspera. Recentes ataques especulativos em Wall Street, no entanto, vêm gerando volatilidade e alimentando aversão a risco em outros mercados financeiros.
Há dúvidas também sobre a capacidade do presidente dos EUA, Joe Biden, de conseguir aprovar no Congresso americano sua proposta de US$ 1,9 trilhão em incentivos fiscais, após rumores de que o pacote poderia ser dividido em duas partes. Já a União Europeia permanece num impasse com a AstraZeneca sobre o número de doses de vacina contra a covid-19 a ser entregue pela farmacêutica anglo-sueca e, na Alemanha, especialistas desaconselharam o uso do imunizante em pessoas com idade acima de 65 anos.
Além disso, há preocupações com o surgimento de novas variantes do coronavírus e o total de casos da doença pelo mundo continua avançando, tendo superado 101 milhões, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Diante de tantos fatores negativos, investidores não se animaram com a última rodada de dados de crescimento da Europa.
Na Alemanha, maior economia do continente, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2020 ante o terceiro, superando previsão de analistas de que ficaria estável. No mesmo período, o PIB francês encolheu 1,3%, mas a projeção era de queda de 4,1%.
O PIB da Espanha, por sua vez, teve expansão de 0,4%, quando a expectativa era de queda de 1,5%. Também às 7h31 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,20%, a de Frankfurt recuava 1,26% e a de Paris se desvalorizava 1,29%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 1,28%, 1,43% e 0,21%, respectivamente. No câmbio, o euro se enfraquecia a US$ 1,2125, de US$ 1,2135 no fim da tarde de ontem, e a libra seguia na mesma direção, negociada a US$ 1,3676, ante US$ 1,3739 ontem.