“Nossa visão construtiva sobre a Embraer permanece inalterada, apoiada por uma aceleração contínua no backlog da empresa, que cresceu 57% desde 2019”, destacam os analistas Luiza Mussi e Luiz Peçanha.
A expectativa da equipe do Safra é que essa robusta entrada de pedidos se traduza em maior lucratividade, com a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subindo para 8,1% em 2025 ante 6,9% ajustado no ano passado. Enquanto isso, projetam que seu retorno sobre capital investido (ROIC) suba de 6,5% em 2024 para 9,6%, neste ano.
“Além disso, a Embraer permanece amplamente protegida da volatilidade macroeconômica doméstica, já que apenas cerca de 10% de sua receita é derivada do Brasil”, complementam os analistas.
Eles ressaltam ainda que, embora alguns investidores ainda percebam a Embraer principalmente como um player de aviação comercial, apenas 3% do Ebit da companhia vem do segmento comercial. A lucratividade, na verdade, é impulsionada principalmente por Serviços (41%) e Aviação Executiva (35%), ambos os quais esperam que continuem a ter um bom desempenho.
Segundo a nova previsão do Safra, a Embraer está sendo negociada atualmente com múltiplo de 9,9 vezes o valor da empresa/Ebitda (EV/Ebitda) para 2025, 11% acima da média histórica.