Para responder de onde vem a reação do real, o estudo considera tanto o DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas de economias avançadas, quanto o índice de moedas emergentes como influências externas do comportamento do câmbio. Por outro lado, os termos de troca e o diferencial de juros são variáveis domésticas de influência. Já no caso do CDS, embora tenha comportamento afetado por movimentos globais, a melhora na percepção de risco nos dois primeiros meses do ano foi impulsionada por fatores internos, aponta o relatório do Bradesco, assinado pelo analista Marcelo Gazzano.
Após a desvalorização de quase 30% em 2024, o real iniciou 2025 mostrando recuperação expressiva, acumulando valorização de quase 8%. Apesar disso, o banco ainda projeta o dólar a R$ 6,00 no fim do ano, citando riscos no horizonte que impedem uma aposta mais convicta para a taxa de câmbio. Além das incertezas elevadas no cenário global, o Bradesco frisa que os riscos fiscais continuam presentes no Brasil.