• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Siglas em chamas: Woke, ESG, MEI e DEI – o que está em jogo?

Essas siglas não são apenas rótulos ou modismos, mas princípios que norteiam nossas ações e decisões

Por Ana Paula Hornos

22/02/2025 | 6:00 Atualização: 21/02/2025 | 16:50

Receba esta Coluna no seu e-mail
Em vez de se prender a siglas ou se alinhar a extremos, devemos buscar o equilíbrio. (Foto: Adobe Stock)
Em vez de se prender a siglas ou se alinhar a extremos, devemos buscar o equilíbrio. (Foto: Adobe Stock)

Vivemos tempos em que siglas como ESG (Ambiental, Social e Governança), DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e MEI (Mérito, Excelência e Inteligência) são lançadas ao vento, muitas vezes sem a devida compreensão de seus significados profundos. Enquanto uns clamam pelo fim da agenda “woke” (de pautas identitárias e de diversidade), outros defendem fervorosamente os princípios do ESG. Mas, afinal, quem sairá vencedor dessa batalha? A resposta é simples: ninguém.

Leia mais:
  • ESG: o que é e por que se tornou importante para investimentos?
  • 18 atividades são excluídas do MEI em 2025; veja lista completa
  • ChatGPT no Imposto de renda 2025. Veja o que a IA pode (e não pode) fazer na sua declaração
Cotações
12/02/2026 2h03 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 2h03 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essas siglas, por si só, são apenas representações de valores que deveriam ser intrínsecos a qualquer sociedade ou empresa que almeja prosperar de forma sustentável e ética. Reduzi-las a rótulos ou modismos é desconsiderar a essência do que realmente importa: os princípios que norteiam nossas ações e decisões.

Consciência socio-ambiental acima dos modismos

Recentemente, a vice-presidente executiva de pessoas da Vale (VALE3), mencionou que “a cultura woke está perdendo espaço” e que um novo movimento, chamado MEI, estaria ganhando força. Segundo ela, ao contrário do DEI, que foca na diversidade como elemento-chave, o MEI enfatizaria uma combinação de mérito, altos padrões de desempenho e habilidades intelectuais. Essa visão reflete um debate mais amplo no mundo corporativo sobre o equilíbrio entre diversidade, inclusão e desempenho.

Há um ponto crucial nessa discussão: quando conceitos como mérito e alto desempenho são aplicados de forma excessivamente atrelada a indicadores financeiros e pacotes de remuneração de executivos, podem gerar decisões imediatistas, focadas apenas na maximização de resultados quantitativos de curto prazo, sem considerar impactos de longo prazo do ponto de vista humano, social, ambiental, ético e especificamente financeiros.

Publicidade

E é assim que tragédias como o rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrido em 2019, acontecem: quando a pressão por performance e metas supera o valor da vida e da sustentabilidade em seu sentido amplo. Eventos como esse, nos lembram que nenhuma sigla ou discurso substitui a necessidade de equilíbrio nas agendas, ambidestria na tomada de decisões composto por diversos e múltiplos olhares, responsabilidade real e compromisso genuíno com a segurança, a vida humana e o meio ambiente.

O desastre em Minas Gerais, que resultou na morte de mais de 270 pessoas e causou impactos ambientais irreversíveis, ilustra como a ausência de práticas sólidas de governança pode ter consequências devastadoras – humanas, sociais, ambientais e financeiras.

O que está por trás do “MEI”

Agora, avaliemos a versão americana da sigla MEI: Mérito, Excelência e Inteligência. Curioso e irônico notar que, no Brasil, a mesma sigla remete ao microempreendedor que batalha pela sobrevivência, muitas vezes porque não conseguiu um emprego e luta para não cair na informalidade.

Para essa análise, evitarei discutir meritocracia, pois é um conceito que costuma gerar debates acalorados. Também não me aprofundarei na ideia de excelência, já que sua definição é subjetiva e varia conforme as perspectivas individuais. Mas, ao focarmos no “I” de Inteligência, encontramos uma dimensão mais concreta e científica, que vai além do cognitivo.

Howard Gardner, em sua Teoria das Inteligências Múltiplas, destaca diversas formas de inteligência, como a interpessoal, intrapessoal, musical, linguística, corporal-cinestésica, naturalista e espacial.

Publicidade

Será que executivos e governantes, ao exaltarem o “I” do MEI, estão se referindo ao quociente de inteligência (QI)? Vale lembrar que uma pessoa com alto QI pode ter baixa inteligência emocional, o que pode resultar em impaciência e intolerância, afetando negativamente suas interações sociais e profissionais.

E se o critério for o QI, especificamente a inteligência lógico-matemática, não haverá vencedor maior do que a Inteligência Artificial (IA), não é verdade? Afinal, até a IA depende da multiplicidade das inteligências humanas para existir!

Valorizar apenas uma faceta da inteligência é limitar o potencial humano e ignorar a riqueza da diversidade de capacidades que possuímos. E isso não seria inteligente! Ser verdadeiramente inteligente e utilizar bem o “I” do MEI significa justamente ser inclusivo, diverso e justo – o que, ironicamente, nos leva de volta ao DEI!

O reflexo do passado no futuro

Ao nos fixarmos em siglas e rótulos, corremos o risco de simplificar demais questões complexas e fomentar divisões desnecessárias.

A história nos ensina que polarizações extremas resultam em destruição e prejuízos incalculáveis. As limpezas étnicas durante a Segunda Guerra Mundial e o genocídio em Ruanda são exemplos claros de como a intolerância e a falta de equilíbrio geram tragédias humanas e colapsos sociais.

Publicidade

No mundo corporativo, a ausência de responsabilidade social, ambiental e de governança pode levar a desastres como os de Brumadinho e das Americanas, afetando não apenas a reputação das empresas, mas também sua sustentabilidade financeira.

E essa questão está indo além das fronteiras: como está ocorrendo nos EUA sob a gestão Trump, ao permitir que empresas americanas atuem sem tantas restrições éticas em outros países, abre-se um precedente perigoso. Isso reforça a ideia de que valores como governança e integridade estão sendo relativizados conforme a conveniência política e econômica, o que, no fim, prejudica a confiança nos negócios e na sociedade.

Portanto, em vez de nos prendermos a siglas (Woke, ESG, MEI e DEI) ou nos alinharmos a extremos, devemos buscar o equilíbrio. Os valores que essas siglas representam são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. Não se trata de vencer uma guerra de narrativas, mas de integrar esses princípios em nossas vidas e organizações, reconhecendo que, sem eles, todos perdemos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • ESG
  • MEI
  • Sustentabilidade

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador