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B3 faz acordos com Bolsas da China para ampliar investimentos por meio de ETFs

Programa busca garantir um relacionamento de longo prazo entre as bolsas, informou a B3

Por Bruna Camargo

27/03/2025 | 15:40 Atualização: 27/03/2025 | 15:40

Bandeira do Brasil e da China (Foto: Adobe Stock)
Bandeira do Brasil e da China (Foto: Adobe Stock)

A B3 informou nesta quinta-feira (27) ter assinado na última semana Memorandos de Entendimento (MoUs) com as bolsas de valores de Xangai (Shanghai Stock Exchange – SSE) e de Shenzhen (Shenzhen Stock Exchange – SZSE), na China, para permitir a conectividade de fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) entre os dois países, por meio do programa “ETF Connect”. Inicialmente, o ETF Connect China-Brasil possibilitará que ETFs referenciados em índices chineses sejam listados na B3, combinada com a listagem de ETFs que seguem o Ibovespa B3 na China.

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O programa tem o objetivo de ampliar as oportunidades de investimento através de ETFs listados reciprocamente entre a China e o Brasil, garantindo um relacionamento de longo prazo entre as bolsas, informou a B3. A empresa acrescenta que a assinatura dos Memorandos de Entendimento com as bolsas chinesas reforça a colaboração entre os mercados de capitais e as opções de diversificação para os investidores nos respectivos países.

Essa iniciativa é viabilizada por meio de um memorando assinado, no ano passado, entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) e impulsionada pela decisão dos governos do Brasil e da China de priorizar a cooperação em finanças, conforme Declaração Conjunta emitida pelos presidentes dos dois países em 20 de novembro de 2024.

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Gestoras de ativos de ambos os países atuarão em conjunto para a listagem futura dos novos ETFs, segundo a B3. No momento, Bradesco Asset Management e Itaú Asset Management estão em negociação junto a contrapartes da China para viabilizar a participação no ETF Connect.

“Estamos em um estágio avançado no lançamento de nosso produto, e este acordo chega em um momento muito oportuno para viabilizar o projeto. A sinergia entre Brasil e China, reforçada pelo programa ETF Connect, não só atende às demandas atuais de diversificação dos investidores, mas também cria oportunidades de longo prazo. Enxergamos esse projeto como uma plataforma para expandir nossa presença em mercados chave e aumentar a atratividade do mercado de capitais brasileiro. Essa iniciativa traduz nossa visão de futuro, em que inovação, performance consistente e parcerias internacionais andam juntos”, disse Ricardo Eleuterio, diretor da Bradesco Asset Management, em nota.

Para Carlos Augusto Salamonde, head de Global Investment Management do Itaú Unibanco, a iniciativa amplia as opções de exposição internacional. “É uma iniciativa que se alinha ao nosso propósito de buscar as melhores oportunidades de investimentos para os nossos clientes, com diversificação geográfica e de ativos, e se alinha à agenda de expansão internacional da Itaú Asset, ampliando o escopo e o alcance de nossas ofertas e estratégias”, afirma.

A China já possui 18 ETFs lançados em parcerias semelhantes com outros mercados asiáticos como Japão, Cingapura e Hong Kong, e o Brasil é o primeiro País fora do continente a viabilizar o mecanismo ETF Connect.

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“Por meio desses acordos pioneiros, a B3 ajuda a fortalecer as relações econômicas entre nosso país e a China e reforça a atuação da Bolsa do Brasil como uma ponte entre a América Latina e o continente asiático, ao oferecer alternativas de diversificação internacional para investidores institucionais e pessoas físicas”, disse o presidente executivo (CEO, na sigla em inglês) da B3, Gilson Finkelsztain.

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