

O Ibovespa futuro abriu esta sexta-feira (4) em queda de 1,22%, aos 130.200 pontos. As atenções do mercado estão na resposta da China às tarifas dos EUA.
As bolsas de valores internacionais mostram cautela diante de um novo capítulo da guerra comercial global: a China anunciou tarifas de 34% a todos os bens importados dos EUA, em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo Trump nesta semana.
Os futuros de Nova York despencam mais de 2%, com o “termômetro do medo” dos EUA saltando 23%. As bolsas europeias chegam a cair perto de 5% – veja aqui os detalhes da operação.
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Já o dólar hoje registra forte volatilidade ante outras moedas, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) operam em forte baixa. No câmbio local, o dólar abriu em alta de 1,31%, a R$ 5,7016 após fechar no menor valor desde outubro de 2024 no último pregão.
Por aqui, o principal índice da B3 hoje pode continuar limitado pelas incertezas econômicas ligadas à guerra tarifária americana. A forte desvalorização do petróleo no exterior deve pressionar ainda mais o índice hoje.
O que fica no radar do Ibovespa futuro hoje
Resposta da China às tarifas dos EUA
A China anunciou tarifas de 34% a todos os bens importados dos EUA, em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo Trump nesta semana. As tarifas chinesas aos EUA entram em vigor no próximo dia 10, segundo comunicado da Comissão Tarifária do Conselho Estatal divulgado nesta sexta-feira.
Na última quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas “recíprocas” de 34% a importações da China, que se somam à tarifação anterior de 20% já em vigor.
Além disso, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o ministério informou também que a China adicionou 11 empresas dos EUA à “lista de entidades não confiáveis” para “salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento”.
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A lista inclui os fabricantes de drones Skydio e BRINC Drones, bem como a Neros Technologies. As entidades na lista estão proibidas de se envolver em atividades de importação e exportação relacionadas à China ou de fazer novos investimentos em território chinês.
Commodities: petróleo desaba 8% e pressiona ADRs
O petróleo acelerou queda e tomba cerca de 6%, após a China anunciar a imposição de tarifas recíprocas de 34% contra os EUA. Com o movimento, os preços do WTI e do Brent renovaram menores níveis desde dezembro de 2021, recuando 8,53% e 7,90% respectivamente.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro não foi operado nos mercados de Dalian, em razão de um feriado que deixou os mercados financeiros da China, Taiwan e Hong Kong fechados nesta sexta-feira.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) recuavam 5,44% no pré-mercado de Nova York. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) cediam 5,64% no mesmo horário.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
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*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast