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Investimentos

“No pior cenário, S&P 500 cairia mais 10%. Estamos perto do fundo”, diz Janus Henderson

Gestora global se surpreendeu com reação dos mercados ao tarifaço de Trump, mas acha que uma recessão será mais moderada

Por Luíza Lanza

07/04/2025 | 3:00 Atualização: 07/04/2025 | 14:02

Ashwin Alankar, chefe de Asset Allocation Global da Janus Henderson. (Foto: Divulgação/Janus Henderson)
Ashwin Alankar, chefe de Asset Allocation Global da Janus Henderson. (Foto: Divulgação/Janus Henderson)

As empresas das Bolsas de Nova York já perderam quase US$ 10 trilhões desde que Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro. Metade dessa perda – US$ 5,4 trilhões – aconteceu no fim da semana passada, uma reação ao pacote de tarifas recíprocas anunciado pelo republicano na tarde da quarta-feira (2). Nesta segunda-feira (07), os mercados dão indícios de mais uma sessão de pânico; pela manhã, as bolsas asiáticas tiveram a maior queda diária desde 1997, enquanto os índices futuros de NY caíram em bloco. Com temores de que a guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, leve a economia global a uma recessão, as Bolsas de Nova York, assim como o Ibovespa, moderaram as perdas, mas operam em queda – no Japão, onde a Bolsa já fechou. até o circuit breaker foi acionado.

Leia mais:
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Liderando as perdas na Ásia, o índice Hang Seng despencou 13,22% em Hong Kong, a 19.828,30 pontos, no maior tombo diário desde a crise financeira asiática de 1997. Na China continental, o Xangai Composto fechou em baixa de 7,34% hoje, a 3.096,58 pontos, amargando a maior queda em um único pregão desde fevereiro de 2020. As bolsas da Europa encerraram em forte queda, refletindo o aumento da aversão ao risco em meio à escalada da guerra comercial.

  • Leia mais: Efeito Trump: Bolsas de NY dão reviravolta após “fake news” sobre tarifas, mas voltam a cair; IBOV recua

O índice VIX, que mede a volatilidade do mercado e é conhecido como “termômetro do medo” em Wall Street, avançava 8,98%, a 49,38 pontos. Mais cedo, o indicador chegou a superar os 60 pontos, renovando seu maior nível desde agosto de 2024. Segundo o Wall Street Journal, o VIX encerrou pregões acima de 50 pontos só em duas ocasiões na história: na crise financeira de 2008 e no início da pandemia de covid-19, em 2020.

A gestora global Janus Henderson, com US$ 378 bilhões em patrimônio sob gestão, se surpreendeu com a reação às tarifas de Trump, mas não acha que as quedas foram desproporcionais. Em entrevista exclusiva ao E-Investidor, a gestora destaca que, mais do que as alíquotas em si, que variam entre o mínimo de 10% aplicado a países como o Brasil e a máxima de 34% sobre a China, a surpresa se deve ao cálculo do tarifaço de Trump.

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A equipe econômica de Trump havia prometido aplicar tarifas recíprocas de ao menos metade da alíquota cobrada por cada país aos produtos americanos. No entanto, a fórmula utilizada parece ter levado em conta o déficit comercial dos EUA em relação a eles.

“Trump não está penalizando países que impõem impostos às importações americanas, ele está penalizando países por suas vantagens competitivas“, explica Ashwin Alankar, chefe de Asset Allocation Global da Janus Henderson. “É um jogo muito perigoso para os EUA, que assumem o risco de perder o posto de reserva financeira global.”

A possibilidade de mudança dessa dinâmica, assim como a retaliação dura anunciada pela China a produtos americanos, criou um ambiente de estresse nas Bolsas de NY que não era visto desde a pandemia da covid-19. A boa notícia? Os índices de ações podem estar perto do “fundo“. “No pior cenário, o S&P 500 teria uma queda de 10% frente aos patamares atuais, de 30% se comparado ao último pico”, diz Alankar. “As recessões modernas não são como 2008. Não seriam um problema de grande escala.”

E-Investidor – Trump pegou o mercado de surpresa, não só com tarifas mais duras do que o previsto, mas pela forma como as alíquotas foram calculadas. Qual a avaliação da Janus Henderson sobre o anúncio e a reação do mercado?

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Ashwin Alankar – Ficamos surpresos com a reação do mercado porque não era uma novidade que os impostos viriam. O que percebemos é que investidores reagiram mal – e não foi uma reação desproporcional –, justamente pela forma como as tarifas foram calculadas. Trump não está penalizando países que impõem impostos às importações americanas, ele está penalizando países por suas vantagens competitivas. Ele jogou a teoria econômica da janela e assumiu que a razão pela qual um país tem superávit comercial em relação a outro são práticas comerciais injustas. O que não é o caso.

É um jogo muito perigoso mudar isso, pois é o déficit comercial que garante ao país o enorme benefício de ter sua moeda como a reserva financeira do mundo. O que é melhor: ter superávit comercial ou ser a reserva financeira do mundo? A maioria de nós diria a segunda opção, porque é isso que permite que os EUA peguem dinheiro em qualquer momento a um custo baixo. Se isso mudar, não haveria mais tantos compradores da dívida americana. No longo prazo, ter um superávit comercial, mas assumir o risco de perder o posto de reserva financeira global, é um risco para os EUA.

Então os EUA podem ser os maiores prejudicados pelo tarifaço?

Exatamente. A equipe de Trump tem essa visão de que o resto do mundo precisa dos EUA e, por isso, vai aguentar as suas demandas. Mas não acredito que isso seja necessariamente verdade.

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Essa mudança na dinâmica comercial via tarifas aumenta as chances de recessão dos EUA?

A questão da guerra comercial é que os EUA precisam do resto do mundo para financiar suas dívidas. O resto do mundo precisa dos gastos dos EUA para ter dinheiro. Se ninguém negocia com o outro, ambos os lados dessa equação perdem; e é por isso que os mercados estão precificando uma recessão global.

Começamos a ver as primeiras respostas, com a retaliação da China a importações americanas. Qual é o pior cenário para o investidor nessa guerra comercial?

Nós fizemos um modelo utilizando o fluxo de caixa descontado do S&P 500. No pior cenário, as empresas não repassariam o aumento de preço causado pelas tarifas aos consumidores. Elas sacrificariam os lucros para isso. Nesse caso, o valor justo do índice seria em torno de 4,6 mil pontos. É uma queda de 10% frente aos patamares atuais e de 30%, se comparado ao último pico. Não parece muito ruim.

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Mas vamos supor que as empresas não façam isso e repassem 50% do custo das tarifas ao consumidor. O S&P 500 deveria valer algo perto de 5,1 mil pontos – já estamos lá. A boa notícia é que estamos perto do fundo. As recessões modernas não são como 2008, em que os bancos quebram e há grandes problemas financeiros. Os mercados de ações agora caem 30%, 35%, não 50%. Poderia ficar pior, claro. A China deu all in e a Europa pode fazer a mesma coisa. É difícil saber se estamos certos, mas nosso pior cenário ainda é o de uma queda de 10% do S&P 500. Não seria um problema de grande escala.

As bolsas globais passaram por um sell off nos últimos dias e faria sentido pensar em deixar o portfólio mais conservador. Mas, se estamos perto do fundo, pode ser o momento de comprar, certo?

O interessante sobre o balanceamento de risco é que não se trata apenas sobre cortar risco, mas de saber recalibrar os portfólios. Se o risco fosse apenas ruim, nenhum de nós investiria nos mercados. O que os investidores deveriam pensar em fazer, e isso não é fácil, é reduzir a exposição no que tem chances de cair e aumentar no que tem chances de subir. Você não pode ganhar jogando apenas na defensiva, é preciso assumir risco para construir um portfólio que te dê mais consistência e estabilidade para crescer com o tempo.

Qual a principal recomendação para os investidores brasileiros? Onde buscar as melhores oportunidades?

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A maior parte dos investidores brasileiros têm viés doméstico e guarda muita liquidez nos portfólios, porque as taxas de juros são muito altas. Mas o preço de fazer isso é acabar de fora quando as outras classes vão bem – é o que chamamos de custo de oportunidade. É um ótimo momento para pensar sobre a diversificação do dinheiro, usar esse caixa para comprar ativos baratos. Justamente por guardarem mais dinheiro em liquidez, os investidores brasileiros estão em uma posição única para aproveitar as quedas dos mercados. As ações brasileiras estão baratas, mas elas não diversificam o portfólio porque os setores estão muito correlacionados com a economia local. Por exemplo: o Brasil tem um problema de inflação. Onde no mundo não há esse problema? Na China. Investindo fora, você diversifica o risco.

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