Na visão da equipe liderada pelo analista Kaio Prato, a maior parte das tendências positivas para a holding de seguridade do Banco do Brasil estão incluídas no preço de tela do papel. No caso da Caixa Seguridade, o patamar atual sugere um ponto de entrada atrativo após a oferta de ações realizada no mês passado.
O UBS BB acredita que a holding da Caixa merece negociar a um prêmio em relação a seu principal par, pelo menos no curto prazo. A sustentar essa percepção estão a expectativa de crescimento maior nos lucros; um modelo de negócio mais estável, em que o seguro habitacional é a maior carteira; e a duração mais longa do contrato de distribuição com o banco.
“A liquidez também aumentou após o follow-on (de um giro médio diário de R$ 65 milhões para cerca de R$ 80 milhões)”, afirmam os analistas em relatório enviado a clientes. O múltiplo entre preço e lucro da Caixa Seguridade projetado pelo banco é 25% maior que o visto para a BB Seguridade.
Os profissionais também buscaram entender como o novo crédito consignado privado impactará as operações das duas holdings, dado que ambas têm seguradoras que emitem seguro prestamista, vendido com essa linha de crédito. Para a Caixa Seguridade (CXSE3), o produto pode levar a um aumento entre 0,1% e 2,2% nos lucros esperados para este ano, enquanto na BB Seguridade (BBSE3), a adição pode ficar entre 0,1% e 1,5%.