Em dia de agenda econômica esvaziada, o vai e vem do conflito comercial voltou a direcionar os negócios globais nesta quinta-feira (24). Se pela manhã a retomada de uma postura mais firme por parte do governo norte-americano adicionava incerteza ao cenário, ao longo do dia a reação foi positiva com a possibilidade de um acordo comercial entre China e Estados Unidos, além de sinais de que o gigante asiático está disposto a implementar novas medidas de estímulo econômico. Contudo, é um ambiente incerto com mudanças repentinas diariamente e que não, necessariamente, encontrará desfecho no curto prazo. Entretanto, hoje as bolsas em Nova York operaram em alta, com os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) em queda e o dólar se desvalorizando frente a outras moedas.
No Brasil, o Ibovespa operou próximo à máxima do ano, impulsionado pelo desempenho positivo das bolsas americanas -poucas ações tiveram queda na sessão, destaque para a forte pressão vendedora em AZUL4 após detalhes do aumento de capital que entrará em vigor amanhã. Assim, o Ibovespa subiu 1,79%, atingindo 134.580 pontos, com giro financeiro de R$ 26 bilhões.
Importa dizer, nas últimas sessões observamos uma retomada na entrada de fluxo de capital estrangeiro, de forma que os ganhos de hoje sugerem continuidade neste movimento, mas que só será confirmado com dois dias de defasagem. Enquanto isso, no câmbio, o dólar continuou enfraquecendo frente ao real, queda de 0,49% aos R$ 5,69, refletindo a fraqueza da moeda americana e a queda nos rendimentos dos Treasuries -algo que também corroborou com a tendência de baixa nos juros futuros domésticos, especialmente nos prazos mais longos.
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