Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para julho caiu 1,04% (US$ 0,64), fechando a US$ 60,89 o barril. O Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,86% (US$ 0,55), para US$ 63,57 o barril.
Na volta dos feriados nos EUA e no Reino Unido ontem, os preços permaneceram estáveis no início da sessão, ainda sentindo os efeitos do adiamento das novas tarifas do governo do presidente Donald Trump às importações da União Europeia.
Ainda há muitas incertezas no mercado, especialmente em relação à política de sanções dos EUA, alertam os analistas do Commerzbank. Por um lado, as negociações nucleares com o Irã parecem inconclusivas, mas com perspectiva otimista, com uma possível flexibilização das sanções ao petróleo iraniano em pauta, escrevem os analistas. Por outro lado, o clima entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, parece ter se deteriorado, reacendendo preocupações com novas sanções.
Os preços do WTI e do Brent acumulam queda superior a 14% no ano. Na avaliação do Goldman Sachs, os preços mais baixos entre 2025 e 2026 podem levar a um pico de produção de xisto nos EUA mais cedo e menor que o previsto.
O investimento em capital no setor petrolífero provavelmente continuará em queda, e a falta de novos projetos em países não integrantes da Opep, a estagnação da produção de xisto nos EUA e a recuperação nas taxas de declínio devem pesar sobre o crescimento da oferta fora do grupo, escrevem os analistas do banco.