A partir de 2026, pela estimativa deles, a disciplina de custos deve ter um impacto mais visível nos resultados por meio da alavancagem operacional. “Vemos o ROE sustentável do Bradesco em 16,5% no quarto trimestre de 2026, o que deve garantir uma reavaliação e aliviar as preocupações com a posição de capital do banco”.
No geral, o Citi prevê uma chegada mais rápida aos retornos excedentes. A combinação de ventos favoráveis de curto e médio prazo para as tendências operacionais do Bradesco levou o banco americano a revisar as suas próprias estimativas.
“Historicamente, os níveis de ROE do banco têm se correlacionado bem com seu múltiplo PBV, o que nos leva a acreditar que uma reclassificação das ações poderia ser concedida em conjunto com as potenciais melhorias no ROE”, acrescentam os analistas, que também esperam lucros retidos como o principal impulsionador da acumulação de capital. “Uma preocupação recente do mercado que também pode ser amenizada”, ponderam.
Além da nova recomendação de compra, o Citi também elevou o preço-alvo de Bradesco PN de R$ 13,60 para R$ 19,50, o que se traduz em potencial valorização de 21,5% ante o fechamento desta terça-feira (27).