Segundo reportagem da Forbes, o comportamento impulsivo diante do consumo tem forte base biológica. A dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, é liberada quando fazemos compras. É ela quem nos dá aquele “barato” momentâneo ao adquirir algo novo, mesmo que a fatura do cartão venha amargar esse prazer logo depois.
A boa notícia é que, assim como o cérebro se condiciona ao prazer do consumo, ele também pode ser treinado para sentir prazer ao economizar e alcançar metas financeiras. Veja quatro estratégias simples, mas eficazes:
- Engane seu cérebro com metas menores: grandes objetivos como “economizar R$ 15 mil” parecem distantes e desmotivadores. Mas quando dividimos essa meta em pequenas parcelas — por exemplo, R$ 20 por dia — ela se torna mais alcançável;
- Pause o impulso: antes de comprar algo, espere. Deixe o produto no carrinho por 24 horas. Esse tempo pode ser suficiente para perceber que você precisa ou não daquilo;
- Relembre suas metas: antes de uma compra, pergunte-se: “Essa compra vale o atraso da minha meta?” Relembrar seus objetivos pode ajudar a reorientar suas escolhas;
- Calcule o valor do seu tempo: um tênis de R$ 300 pode parecer tentador. Mas, se você ganha R$ 20 por hora, isso representa 15 horas de trabalho. Vale mesmo a pena?
Controlar impulsos é importante, mas só isso não basta. O maior segredo para economizar é manter um orçamento pessoal bem estruturado. Anote todas as receitas e despesas, separe os gastos fixos dos variáveis, e identifique o que é essencial e o que pode ser cortado.
Colaborou: Renata Duque.