Os dados sobre as buscas foram compartilhados pelo Google com o E-Investidor. Em maio, o interesse pelo imposto superou o patamar registrado em outros meses em que o governo também anunciou alta no IOF, como janeiro de 2008 e setembro de 2021.
Em relação a abril de 2025, as pesquisas sobre IOF cresceram seis vezes no Brasil. Já na comparação entre maio deste ano e janeiro de 2008 – até então o recorde histórico –, houve um aumento de 20% nas buscas.
A procura pelo nome de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, também cresceu com a repercussão das mudanças do imposto. O interesse pelo tema registrou na semana dos dias 18 a 24 de maio o maior patamar de pesquisas desde a última semana de janeiro deste ano.
A pergunta mais buscada foi: “o que é IOF?”. Outras questões relacionadas ao tributo, como “quem paga IOF?” e “como calcular o IOF” também estiveram entre as dez questões mais populares. Uma dúvida frequente ainda era se as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) sofrem aplicação do imposto.
Ainda de acordo com o Google, em maio, as mudanças no IOF movimentaram mais as buscas que a CPI das Bets, que recebeu famosos como Virgínia Fonseca e Rico Melquiades para depoimentos no Senado.
O que mudou no IOF?
Dentro das operações de câmbio, remessas para contas no exterior direcionadas para investimentos continuam com a tributação de 1,1%. Já as operações do mesmo tipo não ligadas a investimentos sofrerão incidência do IOF de 3,5%.
Cartões de crédito e débito internacional, assim como cartões pré-pagos internacionais e cheques de viagem para gastos pessoais, ficaram com a alíquota de 3,5%. A compra de moeda em espécie também será tributada com essa taxa.
Para além das alterações envolvendo o câmbio, uma outra mudança anunciada pelo governo impacta o investidor pessoa física: a aplicação de IOF para planos VGBL. Agora, a alíquota continuará zerada para aportes mensais até R$ 50 mil. Já para aportes superiores a esse limite, o imposto será de 5%.