“Apesar do aumento médio de 9% nas nossas projeções de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] para 2025, 2026 e 2027, reduzimos o preço-alvo diante do menor múltiplo-alvo, em parte ajustado para refletir um balanço mais alavancado”, escreveram os analistas Thiago Bortoluci e Nicolas Sussmann.
Para 2025, o Goldman espera uma receita consolidada de R$ 52,5 bilhões, “ligeiramente abaixo do ponto médio do guidance apresentado pela administração (de R$ 50 bilhões a R$ 58 bilhões)”. A projeção considera uma taxa de utilização média de 60% a 65% nas operações legadas da Minerva no restante do ano e uma aceleração gradual das plantas adquiridas da Marfrig, com expectativa de atingir 65% até o fim de 2025.
Apesar da melhora nas projeções de receita, o banco ainda prevê fluxo de caixa livre negativo no ano, estimado em R$ 371 milhões. “Continuamos a esperar fluxo de caixa livre negativo em 2025, pressionado parcialmente pela alavancagem e despesas financeiras”, apontou o relatório.
Entre os fatores que podem melhorar a perspectiva para a empresa, os analistas destacam “uma maior demanda global por carne bovina da América Latina”, a “abertura de novos mercados para a carne brasileira, como o Japão”, e a “eventual venda de ativos não essenciais com trajetória de desalavancagem acima do esperado”.
Em contraprtida, os riscos incluem problemas na integração dos ativos da Marfrig, eventuais embargos ou sanções às exportações, e uma desaceleração maior que o esperado no ciclo pecuário no Brasil, além de volatilidade cambial e incertezas políticas, especialmente na Argentina.