Ainda na securitização, as captações com os certificados de recebíveis agrícolas (CRA) e imobiliário (CRI) também caíram. No CRA, somaram R$ 14,2 bilhões, queda de 36% ante o segundo semestre; no CRI, recuaram 15%, para R$ 23,7 bilhões.
O presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, destaca que os FIDCs continuam ganhando espaço, sendo o principal instrumento de securitização em 2025. “Tivemos alguns ruídos nos últimos meses, mas o FIDC serve como porta de entrada”, disse ele.
Sobre a queda do CRA e CRI, Maranhão disse que pode estar mais ligada a questões macroeconômicas do que a pontos como regulação.
FIDCs classificados como agro, indústria e comércio representam 28,8% do total. Já com foco financeiro, representaram 37%, com destaque para captações para financiar crédito consignado.
Das captações, 82,2% do número de operações encerradas no primeiro semestre têm volume de até R$ 100 milhões.