Fruto de uma emissão especial do Banco Central para celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil, a nota foi a primeira, e até hoje única, cédula brasileira de polímero. Por conta da sua textura diferente e durabilidade maior, ficou popularmente conhecida como “nota de plástico”.
Contudo, a tentativa de modernização acabou sendo pontual. O material, importado da Austrália, apresentava desafios logísticos e altos custos de produção, o que impediu sua adoção definitiva no país.
Apesar da grande tiragem inicial, cerca de 250 milhões de unidades, o tempo e o uso fizeram com que ela se tornasse uma raridade. Hoje, apenas 3,5 milhões dessas notas ainda circulam entre os mais de 627 milhões de cédulas de R$ 10 existentes.
Fim de uma era: retirada progressiva
Conforme o Estadão, desde 2024, o Banco Central tem promovido a retirada gradativa das notas da chamada “primeira família do real”, emitidas entre 1994 e 2010, incluindo a icônica nota de polímero. Apesar disso, elas ainda continuam sendo aceitas normalmente em todo o território nacional.
Esse afastamento dos bolsos e carteiras dos brasileiros gerou um movimento inesperado: a valorização da nota no mercado de colecionadores.
De acordo com o portal Bora Investir, da B3, em sites de venda e leilões on-line, há exemplares da nota de R$ 10 sendo negociadas de R$ 200 a até R$ 1.000, especialmente em bom estado de conservação.
Colaborou: Caroline Andrade.