
Os mercados internacionais operam com viés positivo nesta quinta-feira (28), impulsionados pela revisão para cima do Produto Interno Bruno (PIB) dos Estados Unidos e pela desaceleração do Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), que reforça a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve System (Fed, o banco central americano).
Apesar das tensões geopolíticas e incertezas internas nos EUA, o dólar perde força globalmente e os juros longos dos Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo norte-americano) recuam, favorecendo ativos de risco.
Na Europa, o fechamento foi misto, com destaque para a preocupação do Banco Central Europeu (BCE) sobre os impactos da expansão fiscal nos países da zona do euro, que pode elevar a inflação e os juros neutros.
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No Brasil, o Ibovespa – o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) – avança com firmeza e renova sua máxima histórica, sustentado pela queda dos juros futuros e pela expectativa de corte da Selic nos próximos meses.
Às 13h30, o principal índice da B3 subia 1,73%, aos 141.605 pontos, enquanto o dólar recuava 0,11% frente ao real, cotado a R$ 5,41, em meio à volatilidade provocada por fatores técnicos e fiscais.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, distribuidoras de combustíveis se destacam com fortes altas após a deflagração da Operação Carbono Oculto, que combate práticas ilegais no setor e favorece empresas fora do esquema.
Raízen (RAIZ4), Ultrapar (UGPA3), Vibra (VBBR3) e Cosan (CSAN3) figuram entre os maiores ganhos. O setor de varejo também avança, impulsionado pela queda dos juros futuros, com Magazine Luiza (MGLU3) e Assaí (ASAI3) entre os destaques.
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Bancos acompanham o movimento positivo, refletindo maior apetite por risco. Já a Oi (OIBR3) recua fortemente após novo adiamento da divulgação de resultados e proposta de grupamento de ações.
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