Na última reunião de colegiado, o presidente da autarquia, João Pedro Nascimento, e a diretora Marina Copola votaram a favor da realização da oferta, que teria como alvo o controlador da companhia, Tercio Borlenghi Junior. O caso envolve ainda a gestora Trustee, acusada pela área técnica do regulador de atuar em conjunto com o empresário em operações de compra de ações realizadas em 2024, ultrapassando o limite de um terço dos papéis em circulação.
Apesar do parecer favorável, o julgamento foi interrompido após pedido de vista do diretor Otto Lobo, o que mantém a decisão em aberto. Caso a OPA seja confirmada, haverá prazo de 30 dias para o protocolo do pedido de registro da oferta.
O impasse regulatório vem após um período de forte valorização: em 2024, os papéis da Ambipar (AMBP3) chegaram a disparar mais de 730%, impulsionados por movimentos de short squeeze, e levaram a companhia a um valor de mercado próximo de R$ 22,5 bilhões. Em 2025, até antes da derrocada mais recente, os ativos ainda acumulavam ganhos de mais de 26%.