Esse entusiasmo tem superado, ao menos por ora, as preocupações dos investidores com os planos do governo americano de cortar “milhares” de empregos federais, em meio ao segundo dia de paralisação administrativa nos Estados Unidos.
Fora do mercado acionário, o dólar opera estável frente a outras moedas, os rendimentos dos Treasuries seguem próximos da neutralidade e os contratos futuros de petróleo caminham para a maior queda semanal desde junho – movimento que antecede a reunião da Opep+, quando pode ser liberada maior oferta da commodity ao mercado.
Esse ambiente externo abre espaço para algum alívio nos ativos domésticos, reforçado pelas repercussões da retomada da isenção de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Imobiliário (LCIs) e Desenvolvimento (LCDs). A medida busca viabilizar um acordo em torno da votação da proposta alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiros (IOF), que previa tributar esses títulos em até 7,5%, mas enfrentou forte resistência na Câmara. Como reflexo, o EWZ – principal ETF brasileiro negociado em Nova York – subia mais de 1% no pré-mercado americano.