Veja o desempenho do dólar na sessão. Foto: Adobe Stock
O dólar hoje fechou no campo negativo com a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desistir da sua candidatura à presidência nas eleições de 2026. Nesta segunda-feira (8), a moeda americana recuou 0,2% frente ao real, cotada a R$ 5,4209. No domingo (7), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o “preço” para desistir da sua candidatura é “Bolsonaro livre” e “nas urnas”. A declaração foi feita em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record TV.
A sinalização de um recuo ocorre após a reação do mercado financeiro à notícia de que Flávio seria o nome escolhido por Jair para disputar à presidência. Na sexta-feira (5), o dólar disparou 2,29% contra o real, a R$ 5,43, enquanto o Ibovespa caiu 4,31%, aos 157.369,36 pontos. Foi o pior pregão da B3 desde 22 de fevereiro de 2021, dia em que o então governo de Bolsonaro interveio na Petrobras (PETR4), segundo dados da Elos Ayta Consultoria.
“A leitura é de que o processo eleitoral pode ficar ainda mais polarizado e com menos clareza sobre a trajetória fiscal e o compromisso com reformas, o que naturalmente deixa o investidor mais defensivo no curto prazo”, explica o estrategista-chefe da Davos Investimentos, Ricardo Pompermaier.
No exterior, investidores monitoraram na última sessão o índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, o PCE – medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) –, que subiu 0,3% em setembro, ligeiramente acima do previsto. Mesmo assim, o dado não alterou apostas de corte de juros na próxima semana.
Nesta segunda-feira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que leiloou hoje US$ 58 bilhões em T-notes de 3 anos, com rendimento máximo de 3,614% – abaixo da média recente de 3,695%, de acordo com o BMO. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,64 vezes, acima da média recente, de 2,63 vezes.
As ofertas indiretas, que representam a demanda externa, ficaram com 72,0% do montante ofertado (ante 62,5% da média recente calculada pelo BMO) e as ofertas diretas com 19,0% (ante 24,5% da média recente).