Fora das bolsas, o dólar recua pelo segundo pregão consecutivo, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados referência global de segurança) apresentam leve queda.
Já o ouro, tradicional ativo de proteção em períodos de incerteza, renova recordes e se aproxima de US$ 4.500 por onça-troy (unidade de medida padrão para metais preciosos), sustentado pelo aumento das apostas em cortes de juros nas principais economias do mundo, especialmente na americana, diante da expectativa de desaceleração da inflação e da atividade.
Entre as commodities (matérias-primas negociadas globalmente), os contratos futuros do petróleo (acordos para compra e venda do ativo em data futura) operam praticamente estáveis. Já os preços futuros do minério de ferro recuaram 0,26% na madrugada na bolsa de Dalian, na China, encerrando a US$ 110,62 por tonelada.
No Brasil, em meio às remessas de dividendos ao exterior, o dólar teve forte disparada e acumula alta de 4,68% em dezembro. Diante desse cenário, os leilões de linha do Banco Central podem trazer algum alívio ao câmbio ao longo da sessão.
Esse fator, combinado com um ambiente externo mais favorável, sugere algum fôlego para os ativos locais hoje. De fato, o EWZ, principal Exchange Traded Fund (ETF) brasileiro negociado em Nova York, avançava cerca de 0,50% no pré-mercado, indicando uma abertura potencialmente positiva para a B3.