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Tempo Real

Dow Jones fecha com ganhos acima de 1% com salto de petrolíferas após operação dos EUA na Venezuela

Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3)

Por Camilly Rosaboni

05/01/2026 | 7:31 Atualização: 05/01/2026 | 18:49

EUA capturam líder da Venezuela; veja como as bolsas reagem. (Foto: Adobe Stock)
EUA capturam líder da Venezuela; veja como as bolsas reagem. (Foto: Adobe Stock)

Os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira (5), com o Dow Jones liderando ganhos, em valorização de mais de 1%.

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Os mercados americanos iniciaram a semana atentos aos desdobramentos da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, seguida da prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3).

Em Nova York, papéis da Chevron e de outras companhias ligadas ao petróleo avançaram, diante das expectativas de reconstrução da infraestrutura energética do país sul-americano. A Chevron é a única grande empresa petrolífera dos EUA atualmente presente na Venezuela, que, sob o governo de Maduro e de seu antecessor Hugo Chávez, teve anos de relações conturbadas com Washington.

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Hoje, ocorreu a reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) a partir de 12h para debater a situação da Venezuela. Já Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal americano nesta segunda-feira para responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, para justificar a captura e extradição para Nova York.

No câmbio, o dólar hoje recuou ante outras moedas de economias desenvolvidas, corrigindo os ganhos da semana passada. Os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) recuaram nesta segunda-feira.

Investidores reagiram hoje ao Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial americano elaborado pelo ISM. Na semana, o destaque é o relatório de emprego dos EUA – o payroll – de dezembro, a ser publicado na sexta-feira (9).

O índice PMI dos EUA caiu para 47,9 em dezembro, ante 48,2 em novembro, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O resultado de dezembro contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 48,7.

Dow Jones hoje: os destaques do mercado de ações desta segunda-feira (5)

Trump ataca a Venezuela e captura Maduro

Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.

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“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.

A China pediu a bancos com influência na política estatal e a outras grandes instituições financeiras que detalhem sua exposição a empréstimos concedidos à Venezuela. O gigante asiático também solicitou aos Estados Unidos a libertação imediata de Maduro e de sua esposa.

Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, enfatizou que Washington manterá uma “quarentena” militar sobre as exportações de petróleo do país, com o objetivo de exercer pressão sobre a nova liderança em Caracas, Delcy Rodríguez, que, por sua vez, busca relações respeitosas. Além de monitorar os desdobramentos da crise geopolítica, investidores aguardam os dados da semana, sobretudo o payroll, em meio às expectativas de pausa nos cortes de juros dos EUA neste mês.

Petróleo avança sob temor de oferta após operação dos EUA

Os contratos futuros de petróleo ganharam fôlego, inverteram o sinal e fecharam em alta, enquanto investidores ponderam as consequências da deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após o ataque dos Estados Unidos ao país durante o fim de semana.

Há expectativas de que o mercado da commodity fique superabastecido em 2026, apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ter decidido manter a pausa no aumento da produção para o primeiro trimestre de 2026.

“O consenso vê o mercado severamente superabastecido em 2026”, diz Peter McNally, da Third Bridge, em e-mail. Segundo o chefe global de Analistas de Setores, o consenso também vê os preços do petróleo venezuelano com desconto em relação aos benchmarks (referência de performance do ativo) globais, devido à sua baixa qualidade.

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Nesta tarde, o barril do petróleo WTI para fevereiro subiu 1,74%, a US$ 58,32, enquanto o do Brent para março avançou 1,66%, a US$ 61,76.

Veja o desempenho de Nova York hoje

No fechamento, o Dow Jones subiu 1,23%, o S&P 500 avançou 0,64% e o Nasdaq teve ganho de 0,69%. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – registrou baixa de 0,12%, a 98,310 pontos.

A Chevron (CVX), única grande petroleira dos EUA com operações na Venezuela, disparou 5,10%, enquanto ExxonMobil (XOM) subiu 2,21%, ConocoPhillips (COPN) avançou 2,59% e a prestadora de serviços Halliburton (HAL) ganhou 7,84%. Em outro front, a Comcast (CMCSA) avançou 1,66% com a estreia hoje no Nasdaq da Versant, empresa cindida do grupo de mídia. Já a Tesla (TSLA) subiu 3,1% em ajuste técnico após o relatório de vendas divulgado na semana passada.

*Com informações de Sergio Caldas, da Broadcast

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