Os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira (5), com o Dow Jones liderando ganhos, em valorização de mais de 1%.
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Os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira (5), com o Dow Jones liderando ganhos, em valorização de mais de 1%.
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Os mercados americanos iniciaram a semana atentos aos desdobramentos da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, seguida da prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3).
Em Nova York, papéis da Chevron e de outras companhias ligadas ao petróleo avançaram, diante das expectativas de reconstrução da infraestrutura energética do país sul-americano. A Chevron é a única grande empresa petrolífera dos EUA atualmente presente na Venezuela, que, sob o governo de Maduro e de seu antecessor Hugo Chávez, teve anos de relações conturbadas com Washington.
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Hoje, ocorreu a reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) a partir de 12h para debater a situação da Venezuela. Já Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal americano nesta segunda-feira para responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, para justificar a captura e extradição para Nova York.
No câmbio, o dólar hoje recuou ante outras moedas de economias desenvolvidas, corrigindo os ganhos da semana passada. Os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) recuaram nesta segunda-feira.
Investidores reagiram hoje ao Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial americano elaborado pelo ISM. Na semana, o destaque é o relatório de emprego dos EUA – o payroll – de dezembro, a ser publicado na sexta-feira (9).
O índice PMI dos EUA caiu para 47,9 em dezembro, ante 48,2 em novembro, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O resultado de dezembro contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 48,7.
Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.
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“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
A China pediu a bancos com influência na política estatal e a outras grandes instituições financeiras que detalhem sua exposição a empréstimos concedidos à Venezuela. O gigante asiático também solicitou aos Estados Unidos a libertação imediata de Maduro e de sua esposa.
Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, enfatizou que Washington manterá uma “quarentena” militar sobre as exportações de petróleo do país, com o objetivo de exercer pressão sobre a nova liderança em Caracas, Delcy Rodríguez, que, por sua vez, busca relações respeitosas. Além de monitorar os desdobramentos da crise geopolítica, investidores aguardam os dados da semana, sobretudo o payroll, em meio às expectativas de pausa nos cortes de juros dos EUA neste mês.
Os contratos futuros de petróleo ganharam fôlego, inverteram o sinal e fecharam em alta, enquanto investidores ponderam as consequências da deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após o ataque dos Estados Unidos ao país durante o fim de semana.
Há expectativas de que o mercado da commodity fique superabastecido em 2026, apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ter decidido manter a pausa no aumento da produção para o primeiro trimestre de 2026.
“O consenso vê o mercado severamente superabastecido em 2026”, diz Peter McNally, da Third Bridge, em e-mail. Segundo o chefe global de Analistas de Setores, o consenso também vê os preços do petróleo venezuelano com desconto em relação aos benchmarks (referência de performance do ativo) globais, devido à sua baixa qualidade.
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Nesta tarde, o barril do petróleo WTI para fevereiro subiu 1,74%, a US$ 58,32, enquanto o do Brent para março avançou 1,66%, a US$ 61,76.
No fechamento, o Dow Jones subiu 1,23%, o S&P 500 avançou 0,64% e o Nasdaq teve ganho de 0,69%. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – registrou baixa de 0,12%, a 98,310 pontos.
A Chevron (CVX), única grande petroleira dos EUA com operações na Venezuela, disparou 5,10%, enquanto ExxonMobil (XOM) subiu 2,21%, ConocoPhillips (COPN) avançou 2,59% e a prestadora de serviços Halliburton (HAL) ganhou 7,84%. Em outro front, a Comcast (CMCSA) avançou 1,66% com a estreia hoje no Nasdaq da Versant, empresa cindida do grupo de mídia. Já a Tesla (TSLA) subiu 3,1% em ajuste técnico após o relatório de vendas divulgado na semana passada.
*Com informações de Sergio Caldas, da Broadcast
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