Após abrirem sem direção única, os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (6), estendendo ganhos de Wall Street no último pregão. O Dow Jones teve a maior alta entre os indicadores.
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Após abrirem sem direção única, os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (6), estendendo ganhos de Wall Street no último pregão. O Dow Jones teve a maior alta entre os indicadores.
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Investidores reagiram ao Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços dos EUA. A pesquisa final da S&P Global mostrou que o indicador caiu de 54,1 em novembro a 52,5 em dezembro, segundo divulgado nesta terça-feira. O resultado se manteve acima da marca de 50, o que indica expansão da atividade.
As atenções também se voltaram para a participação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Richmond, Tom Barkin, em evento sobre perspectivas econômicas para 2026.
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Barkin afirmou que que está prestando “muita atenção” às demissões, como evidência de mudança no atual mercado de trabalho com baixo nível simultâneo de contratações e demissões. “O desafio dos próximos dez anos é a probabilidade de os EUA terem mais vagas de emprego do que trabalhadores disponíveis”, afirmou sobre o tema.
A situação da Venezuela ainda continuou no radar. No sábado (3), os EUA atacaram o país e capturaram seu líder, Nicolás Maduro, o que gerou um temor global sobre a dinâmica estrutural de preço do petróleo caso a intervenção do governo norte-americano resulte em uma reestruturação do setor no país.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou em entrevista que o país não está em guerra com a Venezuela, descartou novas eleições em 30 dias e disse que pretende liderar um processo de reformas econômicas e políticas, sob coordenação do secretário de Estado, Marco Rubio.
“O principal tema nos mercados globais continua sendo a Venezuela, mas isso não tem tido grandes implicações sobre preços de ativos”, pontua em comentário matinal, o economista Carlos Lopes, do Banco BV.
A busca por segurança seguiu impulsionando os preços dos metais preciosos, que fecharam novamente em alta, diante da crise na Venezuela, desencadeada pela captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA. Na segunda-feira (5), o ouro subiu 3% e a prata disparou 8%.
Para Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury, o fato de os investidores terem recebido a notícia com tranquilidade não é surpresa, dada a limitada integração da Venezuela à economia global, que tem sido restringida por políticas governamentais e sanções internacionais. “Há também uma sensação geral de que a operação foi apenas um ataque pontual e direcionado, e não o início de um conflito prolongado”, afirma.
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Enquanto isso, o rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) fecharam em alta nesta terça-feira. No câmbio, o dólar hoje avançou ante outras moedas de economias desenvolvidas nesta terça-feira, na contramão das perdas de ontem.
No fechamento, Dow Jones teve alta de 0,99%, S&P 500 subiu 0,62% e Nasdaq avançou 0,65%. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – teve alta de 0,32%, a 98,580 pontos.
A invasão de Washington na Venezuela continuou gerando reflexos nos papéis ligados ao petróleo. A Chevron (CVX) caiu 4,46% e a ConocoPhillips (COPN) recuou 2,11%.
Papéis ligados ao setor de tecnologia tiveram desempenho misto, com baixa de 0,47% da Nvidia (NVDA) e alta de 1,7% da Intel (INTC). Por outro lado, a Alphabet (GOOGL), do Google, cedeu 0,7%.
*Com informações de Luciana Xavier, Maria Regina Silva, Sergio Caldas e Isabella Pugliese Vellani, da Broadcast
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