Segundo relatos de internautas em redes sociais, o aplicativo apresenta instabilidade ao carregar a etapa de verificação, com telas que não avançam, travamentos ou mensagens genéricas de erro. “Pelo menos agora ficou mais claro que o G do FGC é fantasia”, escreveu uma investidora com dinheiro a receber no X, antigo Twitter.
Em alguns casos, usuários afirmam que conseguem acessar o sistema e visualizar os valores a receber, mas não conseguem concluir a solicitação por falhas no processo de autenticação.
Outra internauta reclama na mesma rede social sobre a tentativa de acessar o aplicativo. “Que app ruim esse do FGC, primeiro não anexava foto, agora nem logar loga mais”, publicou.
Os problemas surgem justamente no primeiro dia de liberação do sistema, quando há um aumento expressivo de acessos simultâneos por parte dos credores, um cenário recorrente em processos de ressarcimento de grande escala.
Procurado pelo E-Investidor, o FGC informou que devido ao fluxo intenso de credores acessando simultaneamente o app, o sistema sofreu instabilidade e afetou sua disponibilidade aos usuários. “Até às 12h, registramos mais de 140 mil acessos”, explicou o órgão.
“A infraestrutura tecnológica do aplicativo é autoescalável, de forma que a normalização da disponibilidade é esperada para as próximas horas”, informou o Fundo Garantidor.
O direito ao ressarcimento permanece garantido, e o pagamento continua condicionado apenas à conclusão da solicitação pelo aplicativo ou, no caso de pessoas jurídicas, pelo site do FGC.
O caso do Banco Master envolve cerca de 800 mil investidores, o que pressiona a infraestrutura digital do fundo e de seus fornecedores de tecnologia, especialmente nos mecanismos de validação de identidade, que dependem de cruzamento de dados e análise biométrica.