Na divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho encerrou a sessão com ganho de 0,02%, a US$ 1.868,0 a onça-troy, ainda, portanto, na máxima em quatro meses.
Segundo o analista de metais preciosos Carsten Fritsch, do Commerzbank, o ouro vem ganhando fôlego desde o começo de maio devido a fluxos contínuos de fundos negociados em bolsa (ETF, na sigla em inglês)
Hoje, com o dólar fraco em relação às principais divisas, como euro e libra, o ouro ganhou mais impulso. Isso porque quando a moeda americana se desvaloriza, as commodities ficam mais atrativas para quem negocia com outras divisas, o que aumenta a demanda.
Por outro lado, em meio ao temor de inflação nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries, principalmente os de longo prazo, mantiveram a alta hoje, tirando certa atratividade do ouro.
Na visão da Capital Economics, os rendimentos dos títulos da dívida pública americana devem continuar em trajetória de alta. Por isso, a consultoria britânica prevê que o preço do ouro terminará 2021 em US$ 1.600 a onça-troy.