“O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a saúde do mercado de trabalho e da economia, que provavelmente foi um dos fatores mais relevantes para a opção pela estabilidade da taxa de juros, junto com riscos considerados assimétricos para cima sobre os preços de serviços”, diz Paula Zogbi estrategista-chefe da Nomad.
Apesar da decisão, analistas veem viés de afrouxamento à frente, refletido nos votos dissidentes de Stephen Miran e Christopher Waller, que defenderam corte de 25 pontos-base. Com isso, cresceram as apostas em Waller para presidir o BC americano.
No Brasil, a quarta-feira (28) também foi marcada pela decisão de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano. O comunicado, no entanto, trouxe outras mudanças relevantes no tom e no conteúdo. A expectativa é de queda para os juros curto e intermediário, pois foi retirada a incerteza quanto ao início do ciclo de cortes, abrindo o debate sobre o ritmo da flexibilização.
Para o investidor, isso significa conviver com retornos elevados na renda fixa, mas também com o risco de decisões excessivamente concentradas no curto prazo. Na avaliação de especialistas, o momento pede menos preocupação com o noticiário e mais organização da carteira de acordo com prazo, objetivos e perfil de risco. Veja a análise completa.
*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast