Para o analista do banco, Rodrigo Gastim, o Mercado Livre (MELI34) tem despontado como principal beneficiado da migração para o comércio online, sustentado por crescimento robusto do volume bruto de mercadorias (GMV) no Brasil e melhora gradual na percepção de risco competitivo. “Investidores aguardam sinais de estabilização das margens após um período de investimentos mais elevados”, pondera.
Já no varejo farmacêutico, o analista projeta um trimestre forte para companhias listadas como RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3), com aceleração das vendas nas mesmas lojas e expansão de rentabilidade apoiada por ganhos operacionais, apesar de alguma pressão nas margens brutas devido ao mix de produtos ligados aos medicamentos para perda de peso.
Por outro lado, segmentos como vestuário e varejo alimentar devem seguir pressionados. No caso das roupas, o banco cita clima desfavorável, ambiente promocional mais intenso e concorrência de importados como fatores que limitaram o desempenho de empresas como Lojas Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3).
Já no setor de supermercados, a desaceleração da inflação de alimentos tende a reduzir o crescimento das vendas nas mesmas lojas de redes como GPA (PCAR3), Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3).