Ibovespa subiu 12,56% em janeiro, apoiado na entrada de mais de R$ 23 bilhões de capital estrangeiro. (Foto: Adobe Stock)
O Ibovespa iniciou o ano de 2026 nas máximas. Só em janeiro, deu um salto de 12,56% para fechar o pregão da última sexta-feira (30) aos 181,3 mil pontos – isso porque houve certa correção da reta final da semana; na quinta-feira (29), chegou a ser negociado acima de 186 mil pontos. O Itaú BBA resume o desempenho em duas palavras: fluxo internacional. Até o dia 28 de janeiro, os gringos entraram com R$ 23 bilhões na B3.
É uma história que começou ainda em 2025, mas que não é de certa forma” tradicional”. Em anos anteriores, episódios de incerteza global levavam investidores para o mercado mais seguro do mundo, os Estados Unidos. Mas, desde o ano passado, é o oposto que vem acontecendo.
E não foi um mês tranquilo. Logo no começo de janeiro, a invasão militar dos EUA na Venezuela gerou volatilidade sobre o preço das commoditiesenergéticas. O impacto nos mercados foi relativamente limitado e os holofotes logo se dividiram entre as apreensões envolvendo os EUA e o Irã, a Groelândia e a União Europeia.
“Diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguem reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica”, explica Victor Natal, estrategista de ações do Itaú BBA. “Diante do aumento da aversão a risco nos mercados globais, vimos uma importante alta dos metais preciosos (ouro e prata), considerados ativos de proteção em cenários imprevisíveis.”
A carteira Top 5 do BBA rendeu 9,2% em janeiro, 3,4 pontos percentuais abaixo do Ibovespa. O retorno mais baixo dentre a seleção de ações da casa veio da Suzano (SUZB3), pressionada pela celulose e pela queda do dólar contra o real. O maior ganho veio da Aura (AURA33), que subiu 25% no mês graças à alta do ouro.