No Rio, os diretores do Banco Central (BC) Nilton David (Política Monetária) e Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos e de Política Econômica) participam da reunião trimestral com economistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde em Salvador, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fala sobre a conjuntura nacional durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores na capital baiana.
As atenções ficam também em pesquisa da Universidade de Michigan sobre sentimento do consumidor dos EUA e em evento com o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Philip Jefferson.
Na sessão de quinta-feira (5), o Ibovespa fechou em leve alta de 0,18%, aos 182.035,83 pontos, em um dia de agenda intensa no Brasil e no exterior. O desempenho foi influenciado principalmente pela reação positiva ao balanço do Itaú (ITUB3; ITUB4) referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), além da divulgação do saldo da balança comercial de janeiro.
Ao longo do pregão, investidores também acompanharam operações do Banco Central no mercado de câmbio e de juros, além de declarações do presidente Lula, que criticou o comportamento do mercado financeiro.
Ibovespa hoje: os principais destaques do mercado de ações nesta quinta-feira (5)
Bolsas no exterior
Os mercados das bolsas de Nova York buscam recuperar direção de alta, após perdas em ações de tecnologia no dia anterior. Às 11h38 (de Brasília), na abertura de mercado, o Dow Jones subia 1,37%, o S&P 500 ganhava 1,08% e o Nasdaq marcava alta de 1,06%.
No câmbio, o dólar recua 0,26% perto da estabilidade ante moedas desenvolvidas. O iene avança antes das eleições gerais no Japão que devem solidificar o poder da primeira-ministra Sanae Takaichi, o que impulsionou a bolsa de Tóquio. O índice japonês Nikkei fechou em alta de 0,8%, aos 54.253,68 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,2%, aos 26.559,95 pontos, enquanto o índice sul-coreano Kospi caiu 1,4%, a 5.089,14 pontos.
Referenciais do mercado continental da China, o índice chinês Xangai Composto fechou em baixa de 0,25%, aos 4.065,58 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto ficou estável, aos 2.649,57 pontos.
O Taiex, de Taiwan, recuou 0,1%, aos 31.782,92 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana caiu e o índice S&P/ASX despencou 2%, para 8.708,80 pontos.
As bolsas europeias operam mistas. Às 7h29 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,09%, a 612,19 pontos. A bolsa de Londres recuava 0,03%, a de Paris apontava queda de 0,13% e a de Frankfurt subia 0,18%. O mercado de Milão registrava queda de 0,36% e o de Lisboa subia 0,38%. Madri apresentava alta de 0,4%.
Commodities
Apesar dos contratos futuros de petróleo terem subido durante a madrugada, após a abertura do pregão brasileiro a commodity passou a cair, continuando o movimento visto na véspera. Mercado aguarda desdobramentos da reunião entre representantes dos EUA e Irã em Omã para discutir o programa nuclear iraniano.
O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recua 0,05%%, a US$ 63,27 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), tem alta de 0,13%, a US$ 67,64 o barril.
O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda de 1,23%, cotado a 760,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 109,6. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em queda de 1,39%, a 742,5 yuans, o equivalente a US$ 107,01 por tonelada.
Dados de inflação são divulgados
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI ), que registra a alta de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços ao consumidor final, teve alta de 0,20% em janeiro, após uma elevação de 0,10% em dezembro.
Os números ficaram abaixo da mediana de 0,24% das estimativas em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast. Com o resultado, o IGP-DI acumula avanço de 0,20% no ano e recuo de 1,11% em 12 meses.
Os aluguéis residenciais aumentaram 0,65% em janeiro, após terem subido 0,51% em dezembro. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acumulou uma alta de 5,62% nos 12 meses até janeiro, ante um avanço de 8,85% nos 12 meses encerrados em dezembro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O que mais esperar para o pregão desta sexta-feira (6)
A melhora das bolsas americanas pode amenizar os ajustes do Ibovespa em meio à possível reação negativa ao balanço do Bradesco (BBDC3;BBDC4), após o aumento relevante das despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) e avanço da inadimplência de grandes empresas.
A queda do dólar ante algumas moedas emergentes e alta firme do petróleo podem apoiar o real. Analistas apontam que a moeda brasileira segue sustentada pelo fluxo estrangeiro para a Bolsa de Valores e pelo amplo diferencial de juros.
Ruídos locais, como aumento de gastos no Congresso, têm tido impacto limitado, inclusive nos juros, diante da Selic ainda em nível elevado, mesmo com o início do ciclo de corte esperado para março.
No radar ficam a entrevista com o secretário de Política Econômica da Fazenda, Guilherme Mello, e as falas de Fernando Haddad e do presidente Lula em meio a indefinições sobre a candidatura do atual ministro da Fazenda em São Paulo e as indicações para a diretoria do BC.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Patricia Lara, Ana Paula Machado, Luciana Xavier e Silvana Rocha, da Broadcast