As ações do Banco do Brasil (BBAS3) estão em alta na manhã desta quinta-feira (12), após a divulgação do balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2025. Às 10h38, a BBAS3 subia 5,10, cotada a R$ 26,18.
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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) estão em alta na manhã desta quinta-feira (12), após a divulgação do balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2025. Às 10h38, a BBAS3 subia 5,10, cotada a R$ 26,18.
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Há muitos trimestres, os balanços trimestrais significavam preocupação de analistas e dias de queda na Bolsa para as ações do BB. O banco teve um ano marcado pela deterioração da qualidade da carteira de crédito, sobretudo no agronegócio, segmento que foi por muito tempo um dos grandes trunfos da estatal. Os resultados passaram a vir sempre abaixo do esperado, com aumento das provisões e revisão para baixo do guidance da companhia.
A divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 na noite desta quarta-feira (11), no entanto, trouxe uma pequena melhora do prognóstico. O BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, cerca de 40% acima do consenso de mercado, que indicava um lucro na casa de R$ 4 bi, segundo o Broadcast.
Os números ainda são considerados fracos na avaliação dos analistas. O lucro caiu 40,1% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, foi 51,7% maior do que o registrado no terceiro trimestre de 2025 – sinal de alguma evolução.
Segundo o BTG Pactual, o resultado acima do esperado do BB foi impulsionado em grande parte por uma alíquota de imposto “positiva” (38%, ou um ganho de R$ 1,8 bilhão), relacionada principalmente à maior constituição de créditos tributários (DTA) de subsidiárias no exterior e perdas de crédito. Mas, olhando para o EBT (lucros antes de impostos), que funciona como um indicador melhor do poder de geração de lucro da companhia, os números vieram 17% abaixo do que os analistas esperavam.
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O banco mantém recomendação neutra para a BBAS3 e destaca que, ainda que o 4T25 tenha mostrado progresso, a normalização dos lucros da companhia ainda deve ser um processo gradual. O papel pode até reagir bem ao balanço no curto prazo, destacam os analistas em relatório, mas devem ter dificuldade de engatar uma recuperação mais relevante até que haja maior visibilidade sobre a exposição do BB ao agronegócio.
“Ainda há incertezas residuais em relação às tendências de crédito, especialmente no ecossistema agro. Com a ação acumulando alta de cerca de 15% no ano e sendo negociada a aproximadamente 0,75x o P/VP (preço sobre valor patrimonial) atual — com um ROE de 2025 de “apenas” 11% —, o valuation só seria atraente em um cenário de recuperação mais rápida do ROE, o que não é o nosso caso base”, diz o BTG.
O Itaú BBA, que também tem recomendação neutra para as ações do Banco do Brasil, chama a atenção ainda para outro ponto: o guidance estabelecido pela estatal para 2026. A companhia projeta um lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões para este ano.
Um sinal de um período de crescimento mais lento da carteira de crédito e despesas com provisões ainda persistentes, dizem os analistas do BBA. “Embora o guidance possa finalmente parecer conservador o suficiente para começar a ganhar a confiança do mercado, ele também implica uma recuperação mais concentrada no final do período (back-loaded), com muitas variáveis em jogo — particularmente em torno da normalização dos custos de crédito do agro e da trajetória do ciclo da Selic nas despesas de captação (funding).”
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