A dívida pública bruta ficou caiu a 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, nível mais baixo desde julho do ano passado, ante 88,9% no mês anterior.
O recuo de 2,2 pontos percentuais foi o mais acentuado na comparação mensal desde dezembro de 2010, segundo dados da Refinitiv.
A dívida líquida, por sua vez, alcançou 60,5% do PIB em abri, também recuando de 61,1% em março. Foi o patamar mais baixo desde outubro.
Receitas fiscais mais fortes do que o esperado nos últimos meses ajudaram a melhorar a perspectiva para as finanças públicas brasileiras, tanto que o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na semana passada que as contas do governo devem voltar a ser superavitárias em 2024 ou mesmo 2023.
Os dados divulgados nesta segunda-feira pelo BC mostraram ainda que o setor público consolidado brasileiro registrou superávit primário de 24,255 bilhões de reais em abril, contra expectativa em pesquisa da Reuters de um excedente de 16,75 bilhões de reais.
Levando em conta também as despesas com juros, o país teve um superávit nominal de 29,966 bilhões de reais no mês.
No acumulado em 12 meses até abril, o rombo primário equivale 7,08% do PIB, ou 544,526 bilhões de reais, menor déficit desde junho do ano passado, contra 8,77% do PIB em dado revisado de março.