André Portilho acredita que precisa a regulação precisa evoluir para tratar de ativos digitais relacionados a valores mobiliários. (Imagem: Adobe Stock)
O head de Ativos Digitais do BTG Pactual, André Portilho, avalia que o marco regulatório de ativos virtuais no Brasil, de novembro de 2025, foi importante e positivo para o mercado, mas falta evoluir para uma regulação que melhor trata de ativos digitais relacionados a valores mobiliários. Por outro lado, o executivo observa que não há regulação perfeita, mas que é importante tê-la.
“Tem que haver um desenvolvimento na parte de valor mobiliário, junto à CVM [Comissão de Valores Mobiliários]. Não dá para se dizer que tem um marco e uma clareza com o que dá para fazer sobre isso. Entender o que pode tokenizar, qual o processo, quais as entidades no meio do caminho. Mas a partir deste ano deve acontecer algo, estamos otimistas”, afirmou Portilho, durante participação no Smart Summit, promovido pela InvestSmart, no Rio de Janeiro.
Segundo Portilho, a regulação para ativos digitais é um “mínimo denominador comum para abarcar o mercado”, sendo “importante ter um marco regulatório” mesmo que não seja perfeito. Ele afirma, inclusive, que uma melhor clareza regulatória, assim como o amadurecimento das tecnologias, são os pontos que apoiam o atual ponto de inflexão da institucionalização dos mercados digitais.
“É o que permite que haja maior interesse e maior alocação de capital das empresas”, afirma.
Na mesma linha, Bruno Batavia, diretor da Valor Capital Group, diz que por mais que a regulação traga custos, como o de observância, ela permite destravar muito capital.
“E, ainda que haja questões macroeconômicas, com o hedge nas moedas locais, a América Latina é uma região muito fértil para esse tipo de produto. Traz recursos”, afirma.
A Valor Capital possui mais de 30 empresas ligadas a digital assets em seu portfólio.