Na sessão desta terça-feira (17), o sentimento é de uma melhora do apetite por risco, com o petróleo Brent rondando a casa dos US$ 100 e volatilidade menor, o que dá fôlego às bolsas lá fora. Ao mesmo tempo, juros dos Treasuries, títulos do tesouro americano, recuam e o dólar perde tração frente a pares, num compasso de espera para decisões de bancos centrais nas próximas 24 horas.
O pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, mas a leitura de curto prazo é de estabilização parcial das commodities energéticas. Metais também avançam (minério em Dalian em alta) e o movimento favorece setores cíclicos no exterior.
No Brasil, o Ibovespa estende ganhos desde a abertura, apoiado por commodities e pela melhora do humor global, embora com perda de ímpeto após testar patamares mais altos.
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A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecha sobretudo nos vértices intermediários e longos, combinando ambiente externo mais benigno e atuações do Tesouro (recompras de LTN/NTN‑F), enquanto a ponta curta oscila menos diante da precificação majoritária de corte de 0,25 p.p. na Selic pelo Copom.
No câmbio, o dólar vira para queda de cerca de 0,61%, cotado aos R$ 5,20. Com isso, por volta das 14h (de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,83% aos 181.366 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, os papéis ligados a petróleo lideram a alta com o Brent perto de US$ 100, beneficiando Petrobras (PETR3; PETR4) e pares; já Brava (BRAV3) recua após a Petrobras exercer preferência em ativos de Tartaruga Verde/Espadarte.
Natura (NTCO3) dispara com forte melhora de rentabilidade no quarto trimestre de 2025 (4T25), enquanto Usiminas (USIM5) avança após upgrade. Em utilities, Sabesp (SBSP3) sobe com resultados sólidos e anúncio de Juros Sobre Capital Próprio (JCP); por outro lado.
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