Custos elevados e queda de volumes podem pressionar o resultado do balanço do 1TRI26 da Ambev (ABEV3). (Imagem: piter2121/Adobe Stock)
A Ambev (ABEV3) deve reportar resultados ainda fracos no primeiro trimestre de 2026, pressionados por custos elevados e queda de volumes, segundo o Bank of America (BofA), que reiterou recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 15,30. Esse valor equivale a um potencial de valorização de 49,5% frente o fechamento de ontem.
O banco projeta Ebitda(sigla em inglês para Lucro antes de juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de R$ 6,9 bilhões no período, queda de 7,4% na comparação anual e levemente abaixo do consenso, com margem de 32,3%, recuo de 0,8 ponto porcentual. O lucro por ação (EPS) deve somar R$ 0,21, baixa de 12%.
Apesar de uma melhora sequencial, o desempenho operacional ainda deve refletir um ambiente desafiador.
“Esperamos resultados amplamente fracos no 1T26, com a fraqueza de volumes de cerveja no Brasil diminuindo na margem, mas ainda em queda na comparação anual”, disse a analista do banco, Isabella Simonato.
No Brasil, os volumes de cerveja devem recuar 1,5% no trimestre, impactados por uma base de comparação mais difícil e condições climáticas neutras a ligeiramente desfavoráveis. Por outro lado, a analista destaca que a companhia ganhou participação de mercado no fim de 2025 nos segmentos premium e core, o que pode ter sustentado parcialmente o desempenho recente.
Os preços, por sua vez, devem avançar, com receita por hectolitro estimada em alta de cerca de 5% na base anual, refletindo reajustes antecipados, especialmente em produtos premium.
Ainda assim, o principal vetor negativo segue sendo o custo. “As pressões de custos devem atingir o pico no primeiro trimestre, pesando sobre as margens”, disse a profissional, citando inflação de dois dígitos ligada ao câmbio e ao aumento nos preços do alumínio.
Para o restante do ano, Simonato vê uma melhora gradual nos volumes, após um 2025 mais fraco, mas alerta para riscos persistentes no lado de custos.
“Embora o desempenho de volumes de cerveja deva melhorar em 2026, os custos podem permanecer pressionados, com fretes mais altos e preços elevados de alumínio e grãos”, afirma.
Na avaliação do BofA, o valuation (valor do ativo) segue pouco atrativo, com a ação negociando a cerca de 16 vezes lucro projetado para 2026 e com desconto limitado frente a pares globais. “O risco-retorno permanece equilibrado.”
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast