O índice Dow Jones recuou 0,77%, em 34.033,67 pontos, o S&P 500 caiu 0,54%, a 4.223,70 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,24%, a 14.039,68 pontos.
O Fed voltou a destacar que espera que a alta recente na inflação nos EUA esteja sendo motivada especialmente por fatores temporários, mas sinalizações sobre juros apontam uma reação mais firme sobre o aumento dos preços. As autoridades revisaram suas projeções de inflação para cima “significativamente” neste ano, avalia a Capital Economics. Ainda sobre as perspectivas, a mediana agora mostra dois aumentos nas taxas de juros de 25 pontos-base em 2023, o que “presumivelmente tem relação com preços mais altos”, analisa, em uma reação que surpreendeu a consultoria por uma menor tolerância ao aumento de preços.
Na coletiva de imprensa, Powell indicou que a inflação no país pode ficar mais alta e persistente do que o esperado, o que aprofundou as perdas dos índices. No entanto, ao longo do evento, o dirigente adotou uma postura mais dovish, indicando que a recuperação ainda não está completa e que há riscos, como a pandemia, além de destacar um “grupo de desempregados no país”. As bolsa reduziram as perdas enquanto Powell destacou o prosseguimento da compra de ativos para apoiar o quadro e que a discussão de alta de juros agora “seria prematura”.
De olho nas perspectivas de altas no juros, ações de bancos subiram. JP Morgan (+0,62%), Morgan Stanley (+0,56%), Wells Fargo (+0,24%) foram alguns dos papéis beneficiados. Já o papel da General Motors se valorizou 1,56%, após a montadora ampliar em 75% os seus planos de investimentos em carros elétricos e automáticos até 2025.
Por outro lado, algumas ações de big techs tiveram perdas. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, colocou uma forte crítica destas empresas como uma importante reguladora federal para comércio, em um momento no qual o setor está sob intensa pressão. Facebook (-1,68%), Alphabet, que controla a Google, (-0,53%) e Twitter (-0,50%) recuaram.