O tom do documento foi mais duro (Hawkish), destacando evolução positiva da atividade e riscos inflacionários. O documento indicou inclusive que o BC chegou a cogitar acelerar o ritmo de alta do juro já em junho.
Os mercados ajustaram suas posições levando em consideração a possibilidade de um aumento de
1 p.p. na Selic na próxima reunião em agosto. O mercado aguarda as divulgações do relatório
trimestral de inflação e do IPCA-15 de junho que devem dar mais sinalizações dos próximos passos
do BC. A possibilidade de um movimento mais agressivo de aperto monetário na próxima reunião
pesou nos negócios. As ações de empresas ligadas à economia doméstica como varejo, construtoras e shoppings registraram quedas. Além disso, a notícia de aumento para 20% na tributação de lucros e dividendos também contribuiu para o sentimento de maior cautela no mercado.
Por fim, a votação no Senado do aumento da Contribuição social sobre lucro líquido pesou no setor de bancos. Assim, na contramão do exterior, o Ibovespa encerrou em queda de 0,38%, aos 128.767 pontos. O dólar também encerrou em queda de 1,13%, cotado a R$ 4,97, menor nível desde junho do ano passado. Na agenda desta quarta-feira, destaque para a divulgação dos PMIs da Alemanha e Zona do Euro que devem dar indicações sobre o ritmo da recuperação econômica no bloco europeu.